petroleiroanistiado

A great WordPress.com site

PETROBRAS – Parte de Libra pode ser vendida.

Deixe um comentário

 

Petrobras pode vender parte de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos

 

Estatal põe informações à disposição de investidores para se desfazer de outros 6 blocos

Na busca por recursos, a Petrobras analisa a possibilidade de se desfazer até de um pedaço da área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, considerada a “joia da coroa”. Libra é a primeira área no pré-sal a ser explorada pelo novo regime de partilha, onde se estimam reservas gigantes entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris de petróleo. Segundo uma fonte próxima à estatal, os estudos consideram a hipótese de a Petrobras se desfazer de 10% de sua participação no bloco. Assim, a fatia da estatal passaria de 40% para 30%, o mínimo exigido pela lei. Além da Petrobras, participam do consórcio a Total e a Royal Dutch Shell, com 20% cada uma, e as chinesas CNPC e CNOOC, com 10% cada.

Mas a Petrobras tem pressa em tocar seu plano de desinvestimentos, que prevê arrecadação de US$ 15,1 bilhões só neste ano. Além de Libra, a estatal já abriu data room virtual (área com documentos dos ativos à venda) para a venda de participações acionárias em seis blocos exploratórios, dos quais um no pós-sal e cinco no pré-sal na Bacia de Santos.

CARTA-CONVITE A INTERESSADOS

Segundo uma fonte do setor, a estatal enviou carta-convite a algumas empresas que poderiam estudar as áreas e apresentar propostas. Para especialistas e executivos do setor, é muito difícil avaliar quanto a Petrobras poderá arrecadar com a venda, pois dependerá do percentual de que a companhia vai se desfazer. Mas analistas creem que esses ativos poderão render até US$ 6 bilhões, além da área de Libra, que não foi incluída no data room.

O único campo no pós-sal é o de Tartaruga Verde e Mestiça, na Bacia de Campos. Os outros blocos no pré-sal são Júpiter (BM-S-24), Carcará (BM-S-8), Pão de Açúcar (BM-C- 33), Leme (BM-S-51) e Sagitário (BM-S-50). E, segundo uma fonte, um sétimo bloco estaria sendo cogitado para ser incluído na lista.

Das áreas que a Petrobras quer vender, Carcará (que ainda não tem estimativa de reservas) e Júpiter (com estimativa de 1,2 bilhão de barris de petróleo e gás) tiveram suas plataformas de produção retiradas do Plano de Negócios 2015-2019. Antes, estavam previstas para entrar em operação em 2018 e 2019, respectivamente. Apenas a área de Tartaruga Verde e Mestiça (com reserva de 351 milhões de barris de petróleo e gás) manteve sua unidade de produção prevista para entrar em operação em 2017.

As empresas convidadas pela Petrobras assinam um termo de confidencialidade em relação às informações a que terão acesso. Em geral, o data room contém dados técnicos, jurídicos e comerciais. Durante o processo, os interessados ainda fazem uma due diligence (espécie de auditoria) dos ativos que pretendem adquirir.

Segundo fonte a par das negociações, a Petrobras não fixou os percentuais de suas participações que deseja colocar à venda nestes blocos, o que significa que está aberta a qualquer proposta, o que inclui até a compra de sua participação integral.

— É muito difícil de estimar o valor que podem alcançar as propostas. Mas o preço médio por barril de petróleo em reservas a explorar varia de US$ 5 a US$ 6 por barril atualmente no mercado internacional — destacou a fonte.

De acordo com fontes técnicas, nesses casos, a estatal recebe primeiro as ofertas dos interessados. Conforme o tipo de contrato, a Petrobras precisa comunicar a oferta aos sócios no bloco, que podem optar por exercer seu direito de preferência, ou seja, comprar o bloco pelo valor que foi ofertado. Em 7

outros contratos, não há esta exigência. Segundo fontes, algumas petroleiras já se movimentam para avaliar esses ativos.

— Reservas de petróleo à venda sempre são atrativas em qualquer momento para as petroleiras. Aliás, o momento de preços baixos do petróleo é o melhor para aquisição de novas reservas a preços mais atraentes, para o seu desenvolvimento futuro — disse um técnico do setor.

Além dos blocos exploratórios, a Petrobras tenta vender participações em suas subsidiárias, como a Petrobras Distribuidora (BR), dona de postos de combustíveis, e a Gaspetro, que reúne participações em concessionárias estaduais de gás e empresas detentoras de gasodutos como a TAG e o Gasoduto Brasil-Bolívia.

PETROBRAS NÃO COMENTA

No caso da TAG, a Petrobras teria que se desfazer do ativo em razão da Lei do Gás, que não permite que a detentora do gás seja a mesma empresa que controla o gasoduto. A exigência foi introduzida na lei para permitir a competição no setor. Segundo uma fonte, a TAG será dividida em duas para ser vendida, uma parte com ativos das regiões Norte e Nordeste e outra com ativos de Sul e Sudeste. Estão em estudo dois modelos de venda do controle.

— Se a Petrobras não vender o controle da TAG, o comprador não poderia fazer novos investimentos no ativo (em razão da Lei do Gás), já que a Petrobras continuará sendo a dona do gás — explicou a fonte.

Procurada, a Petrobras disse que não comenta sobre “hipotéticas negociações ou acordos envolvendo ativos” e que qualquer informação concreta de negócios no país ou no exterior será divulgada por meio de fato relevante.

Fonte: O Globo

Anúncios

Autor: carlosadoria

MANTÉM SUAS UTOPIAS DE 60 ANOS ATRÁS.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s