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PETROBRAS – Concorrência na venda de ativos.

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PETROBRAS

Petrobras tem concorrência na venda de ativo

 

Em momento de excesso de ofertas de ativos no mercado global, a Petrobras se prepara para executar um programa de venda de ativos que pode atingir os USS 57,7 bilhões até 2018. Vai concorrer com gigantes do setor que estão reavaliando seus portfólios e colocando ativos à venda para fazer caixa. Juntas, Shell, Chevron, Total e Eni, por exemplo, esperam ter receitas de US$ 63,5 bilhões com vendas, o que pode dividir com a Petrobras a atenção dos investidores.

Contudo, a estatal brasileira pode se sair bem se oferecer ativos que o mercado cobiça há muito tempo. É um jogo que o mercado vai acompanhar atentamente. E a estatal tem chances de se sair bem mesmo nesse cenário adverso.

Apesar da aparente competição na venda de ativos, o presidente da Shell, Ben Van Beurden, explicou ao Valor que não é possível fazer esse tipo de raciocínio. Ele explicou que a própria Shell pode comprar ativos onde achar necessária uma complementação depois da fusão com a BG.

Outro ponto que reforça a possibilidade de a Petrobras não competir com os ativos da Shell é que enquanto a brasileira está disposta a vender ativos em fase de exploração e produção tanto no mar como em terra, no Brasil e no exterior, a anglo-holandesa pode se desfazer de ativos não-convencionais, consideradas não tão atraentes com os atuais preços do petróleo.

De qualquer modo, apesar dos planos de venda de ativos, Van Beurden afirmou que a Shell continuará investindo mais de US$ 30 bilhões anuais e não descartou a possibilidade de analisar ativos da Petrobras. Outro ponto a favor da brasileira é o perfil diferente de ativos que serão oferecidos ao mercado pelas duas companhias. Os compradores podem não “competir” entre si, já que a empresa interessada em campos de “shale gas” ou “tight oil” nos Estados Unidos tem perfil e robustez econômica diferente da interessada em ativos “offshore” na Bacia de Campos. 5

Levantamento do Valor mostra que o programa da brasileira é superior aos planos de venda de ativos de gigantes do setor. Supera projeções de empresas como Chevron (US$ 15 bilhões entre 2015 e 2017), Total (US$ 10 bilhões entre 2015-2017), Eni (US$ US$ 8,5 bilhões entre 2015 e 2018) e Shell, uma das maiores vendedoras do mercado, que prevê US$ 30 bilhões de 2016 a 2018.

Com venda de ativos abaixo dos patamares das grandes petroleiras nos últimos anos, a Petrobras deve sair de uma posição de coadjuvante para se tornar uma vendedora com posição de destaque no mercado global. Só para o biênio 2015-2016, são esperados US$ 15,1 bilhões, praticamente o dobro das receitas de US$ 7,56 bilhões que a estatal obteve com a venda de ativos de 2013 a 2014.

Para Paulo Coimbra, sócio da área de Óleo e Gás da KPMG, a Petrobras possui ativos interessantes e que já têm despertado a atenção de investidores. Segundo ele, a depressão do preço do barril tende a desvalorizar os ativos e, com isso, exigir esforços maiores para que a Petrobras alcance suas metas. Por outro lado, destaca, a queda do petróleo pode ajudar a estatal a encontrar compradores, sobretudo investidores financeiros.

“Há hoje uma queda no preço do barril e uma queda adicional pela desvalorização do real. Do ponto de vista do investidor, cria-se ambiente interessante”, avalia.

Já para Paulo Pinho, ex-diretor de Desenvolvimento de Negócios da BP e hoje ^proprietário da Mel Consultoria, a Petrobras precisará calibrar bem a oferta de seus ativos. Na avaliação do consultor, a brasileira não poderá se limitar a ofertar campos maduros, como Bijupirá e Salema, e terá de recorrer a projetos mais atrativos se quiser alcançar as receitas prometidas.

Pinho cita uma eventual venda de uma fatia de 10% em Libra como exemplo de negócio atrativo e destaca que campos maduros com reservas inferiores a 200 milhões de barris não devem gerar receitas expressivas. “Não é uma tarefa fácil vender esse volume todo diante dos preços deprimidos do barril e do histórico de intervenção governamental no mercado nos últimos anos. O esforço terá de ser imenso”, disse Pinho.

O consultor David Zylbersztajn, ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), destaca a atratividade de alguns ativos da Petrobras, como a Brç Distribuidora, mas defende que ia estatal precisa resolver com o governo a questão do controle dos preços dos combustíveis para tornar o negócio atraente. “A venda da BR, de refinarias e de termelétricas a gás são exemplos de áreas de alto risco-governo. Não adianta só colocar ativos a venda. O governo precisa dar garantias de que não haverá interferências.”

O programa de venda de ativos da Petrobras é considerado “agressivo”. Para se ter uma dimensão do tamanho das projeções desse programa, a companhia espera obter receitas com vendas de ativos maiores que os cerca de US$ 45 bilhões que a BP obteve desde 2010, num dos esforços de venda mais robustos dos últimos anos, para fazer frente às multas pelo acidente de Macondo, no Golfo do México.

A meta da Petrobras está acima também do histórico recente do mercado. Dentre as cinco maiores petroleiras de capital aberto do mundo, segundo a Petroleum Intelligence Weekly (Exxon, Shell, BP, Gazprom e Chevron), apenas a Shell vendeu ativos em 2014 mais que o planejado pela Petrobras.

Comprometida no primeiro semestre com a divulgação do balanço auditado de 2014 e com a revisão do plano de negócios, a Petrobras, no entanto, avançou pouco. Este ano, a estatal fechou duas operações, num total de US$ 126 milhões: a venda dos 20% dos campos de Bijupirá e Salema, para a Petro-Rio (US$ 25 milhões), e a venda de seus ativos de exploração e produção na Bacia Austral, Argentina, para a Companhia Geral de Combustíveis (US$ 101 milhões).

O montante ainda é tímido se comparado com as vendas anunciadas pelas petroleiras globais. Apenas com a negociação de sua fatia de 50% na refinaria australiana Caltex, a Chevron, por 6

exemplo, pretende arrecadar US$ 3,6 bilhões. Já a Shell anunciou receitas de US$ 2,2 bilhões com a venda de ativos só no primeiro trimestre.

Fonte: Valor Econômico

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Autor: carlosadoria

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