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PETROBRAS – Corte de 37% nos investimentos.

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PETROBRAS

Petroleira corta US$ 34 bi com projetos suspensos

 

Oito plataformas, três refinarias, uma petroquímica, uma fábrica de fertilizantes, entre outros projetos menores. Este é o saldo do corte de 37%, ou de US$ 76,5 bilhões, que a Petrobras anunciou em seus investimentos. Durante a divulgação do novo plano de negócios, esta semana, o presidente da estatal, Aldemir Bendine, foi enfático ao afirmar que o cenário de preços do petróleo tipo Brent e do câmbio mudou desde o plano anterior e que a companhia começou a fazer seu “dever de casa”.

Para atingir sua meta de desalavancagem, a estatal anunciou a suspensão de uma série de investimentos, entre eles as refinarias Premium I e II e o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), e apertou o cinto na contratação de novas plataformas.

Ao todo, o conjunto de projetos retirados do plano ou postergados contribuiu com corte de US$ 34 bilhões nos investimentos da empresa e é responsável por mudar as projeções de produção de petróleo e combustíveis da companhia até o final da década.

Principal foco da Petrobras, a área de exploração e produção será também a mais afetada pela redução dos investimentos. Ao todo, 65% do corte de US$ 76,5 bilhões do novo plano virá do E&P no Brasil, o que traz impactos diretos sobre a sua curva de produção.

Basta olhar para o corte de 33% nas metas de produção da estatal para 2020, de um volume de 4,2 milhões de barris por dia para 2,8 milhões de barris.

A estatal anunciou que oito plataformas previstas para entrar em operação até 2020 tiveram suas contratações suspensas e saíram dos planos da companhia no horizonte do atual plano. Essas plataformas estão previstas para áreas do pré-sal de Santos, como Carcará (BM-S-8), Júpiter (BM-S-24) e Itapu (ex-Florim, na cessão onerosa) assim como campos em águas profundas no Espírito Santo e Sergipe.

Também saíram do radar no período 2015-2020 as novas plataformas previstas para os campos de Maromba, Espadarte e para a revitalização de Marlim (Bacia de Campos) e para o Sul do Parque das Baleias (Espírito Santo).

“Esse plano traz um trabalho bastante realista dos projetos e é focado principalmente na financiabilidade. Os oito projetos foram momentaneamente despriorizados. Eles não saíram [do portfólio], só saíram do horizonte até 2019. São projetos com menor grau de maturidade”, disse a diretora de E&P da Petrobras, Solange Guedes.

Em números absolutos, o novo plano da estatal em E&P no Brasil, de US$ 103,7 bilhões, é US$ 50,2 bilhões menor que o do anterior.

Já na área de Abastecimento, a principal ausência sentida foi o Comperj. A diretoria da Petrobras já descartou a construção do complexo petroquímico e ainda não tem data para a conclusão da unidade de refino do empreendimento, que fechou 2014 com 82% das obras já concluídas, segundo dados do próprio governo.

De acordo com o diretor de Abastecimento da Petrobras, Jorge Celestino Ramos, a companhia planeja concluir até outubro de 2017 a central de utilidades (unidades de geração de vapor e energia, tratamento de efluentes e de água) e a infraestrutura das unidades de processamento de gás natural do Comperj. “A parte da refinaria estamos replanejando, reestruturando o modelo de negócio para que a gente busque um parceiro para concluir a obra”, disse Ramos. 4

Soma-se a isso a desistência já anunciada das refinarias Premium (Ceará e Maranhão), que, depois de sucessivos adiamentos, foram retiradas da carteira de projetos da empresa e renderam à companhia uma baixa contábil de R$ 2,7 bilhões. Diante da redução dos investimentos no refino, a previsão é que o mercado de derivados no Brasil continue deficitário, apesar da redução das importações líquidas dos atuais 300 mil barris ao dia baixar para 250 mil em 2018.

Em Gás e Energia, a Petrobras anunciou a suspensão da construção da Unidade de Fertilizantes de Uberaba (MG), o que deve esfriar o projeto da Gasmig de construir um gasoduto até o Triângulo Mineiro. A Gas Natural Fenosa, inclusive, chegou a anunciar a intenção de formar uma joint venture com a mineira para viabilizar a obra.

Fonte: Valor Econômico

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Autor: carlosadoria

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