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GNL – Preços cairam para valores historicamente baixos na Ásia.

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GNL barato aumenta poder de barganha dos compradores asiáticos

 

À medida que bilhões de dólares continuam sendo investidos mundialmente na produção e exportação de gás natural, surgem indícios de que o suprimento dessa fonte de energia já igualou a demanda

Os preços do gás natural liquefeito — gás transformado em líquido ao ser submetido a temperaturas baixíssimas para facilitar o transporte — caíram para valores historicamente baixos na Ásia neste ano, permitindo a compradores exigir preços mais baixos nas negociações de contratos. Num momento em que os Estados Unidos se preparam para começar a exportar GNL no fim de 2015, as preocupações quanto a uma possível escassez de gás se dissiparam, pelo menos no curto prazo.

“O déficit mundial de GNL está diminuindo rapidamente”, convertendo o problema de como atender a demanda em uma questão de como absorver a oferta, afirmou a Agência Internacional de Energia — ou IEA, na sigla em inglês — no seu relatório mais recente sobre gás. A mudança, afirmou o órgão, “vai moldar os mercados de GNL nos próximos anos”.

Em maio, os preços do GNL no mercado à vista caíram abaixo de US$ 7 por milhão de unidades térmicas britânicas — ou BTUs, na sigla em inglês —, um nível não visto desde antes de o desastre de Fukushima ter forçado a Japão a desativar suas usinas de energia nuclear, em março de 2011. Esse preço corresponde a 35% do pico de US$ 20 por milhão de BTUs atingido no ano passado.

Na segunda-feira, o gás para entrega em julho fechou a US$ 2,89 por milhão de BTUs na Bolsa Mercantil de Nova York.

Um total global de 164 bilhões de metros cúbicos em capacidade adicional de exportação de GNL se tornará operacional até 2020, correspondente a 40% do nível atual, segundo estimativas da IEA. A Austrália vai responder por 44% do suprimento novo, tornando-se o maior exportador do mundo de GNL até o fim da década. Os EUA, por sua vez, darão a segunda maior contribuição para o aumento da capacidade, 35%, ficando na terceira posição como exportador, atrás da Austrália e do Catar.

Enquanto o gás flui, o mercado de GNL na Ásia vai se transformando.

Depois de Fukushima, o Japão importou volumes imensos de GNL para produzir eletricidade. Os preços do combustível na Ásia subiram tanto que carregamentos de lugares distantes, como a Europa, foram redirecionados para a região nos anos seguintes.

Mas, desde que os preços caíram, no quarto trimestre do ano passado, nenhum navio carregado com GNL viajou da Europa para a Ásia.

Os termos dos contratos de compra do produto também estão mudando. Até recentemente, o GNL era fornecido, em grande parte, seguindo condições rígidas estabelecidas pelas grandes produtoras de gás. Compradores tinham geralmente que assinar contratos de 20 anos e condições como a proibição da revenda de carregamentos podiam ser aplicadas mesmo depois de o navio ter deixado o porto.

À medida que a dinâmica do mercado mudou em favor dos compradores, eles optaram por contratos de prazos mais curtos, às vezes de até um ano, e as condições de preços também estão ficando mais flexíveis.

“Hoje, os compradores têm o privilégio da escolha. Eles podem comprar a preços atrelados ao petróleo, eles podem comprar a preços atrelados ao Henry Hub e eles podem comprar baseados nos 18

preços do gás na Europa”, diz Matthew Arnold, responsável por GNL na EDF Trading, uma unidade da companhia de energia EDF SA, numa conferência recente da provedora de dados Platts.

Os preços no Henry Hub, um centro de distribuição de gás natural no Estado americano de Luisiânia, são considerados a referência dos preços do produto nos EUA.

Os termos dos acordos, outrora raramente divulgados publicamente, estão se tornando mais transparentes, dizem participantes do setor, e a precificação está ficando menos complexa.

“Não há absolutamente nenhuma razão para o GNL ser indexado ao petróleo. Ele está maduro o suficiente para ser um produto independente”, diz David Morris, que dirige a divisão asiática de GNL na Global Commodities.

A demanda estagnada na Ásia também está contribuindo para a mudança. Os reatores nucleares do Japão estão sendo gradualmente reativados, a Coreia do Sul tem grandes estoques de GNL e a China tem acesso a um gás mais barato através dos gasodutos de países como o Turcomenistão. Os consumidores desses países estão buscando condições melhores nos contratos existentes.

“Os compradores asiáticos estão numa posição vantajosa para negociar concessões adicionais”, disseram analistas da BMI Research numa nota.

O aumento das exportações de gás da América do Norte deve ampliar a oferta, trazendo um novo nível de concorrência para o mercado. O Departamento de Energia americano já aprovou dez projetos para vender gás para países que não têm acordos de livre comércio com os EUA, proporcionando a exportadores americanos acesso a grandes mercados como China e Japão.

Quatro desses projetos já estão em construção e um deve estar pronto para iniciar as exportações no segundo semestre.

Os exportadores de GNL dos EUA têm dito que vão permitir que compradores revendam os carregamentos no mercado à vista, dando a eles a oportunidade de negociar o gás. O Catar e outros grandes produtores, ao contrário, exigem que o gás seja entregue num lugar específico.

Compradores da China, Japão e Coreia do Sul já estão usando a perspectiva de carregamentos dos EUA como um meio para buscar reduções de preços e melhores condições de vendedores como a Rússia.

“Os chineses vão provavelmente tentar obter um preço melhor ainda com os russos”, diz Alastair Newton, analista político sênior da Nomura International. “Afinal, é isso que economia de livre mercado significa.”

Fonte: The Wall Street Journal Americas

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Autor: carlosadoria

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