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GÁS NATURAL – Xisto dos EUA vai reorientar o setor.

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Xisto dos EUA vai reorientar setor de gás natural

 

Os Estados Unidos estão prestes a mudar para sempre o mercado global de gás natural liquefeito (GNL). Quando o primeiro navio-tanque carregado de GNL oriundo de campos de xisto deixar o terminal de Sabine Pass, na Louisiana, em dezembro, ele transformará os consumidores em negociadores com algum poder de barganha. Isso vai transformar um mercado dominado por contratos de longo prazo em outro em que os negócios no mercado à vista (spot) ganharão destaque, algo parecido com o que acontece no mercado de petróleo.

Desde que o primeiro carregamento de GNL saiu da Argélia com destino ao Reino Unido sob um contrato de longo prazo, em 1964, os compradores têm optado pelo fornecimento garantido por causa da escassez do combustível. Isso está mudando porque o gás de Eagle Ford e outros campos vai transformar os Estados Unidos no terceiro maior exportador até 2020. Os negócios no mercado à vista provavelmente responderão por quase metade das transações até lá, em comparação com os 29% do ano passado, e o GNL deverá superar o minério de ferro como a commodity mais valiosa depois do petróleo.

“Vemos os Estados Unidos como um grande contribuinte para o desenvolvimento do mercado spot de GNL, uma vez que os volumes começam a aumentar” diz Jamic Bückland, diretor de relações com os investidores da GasLog em Londres, dona de 22 navios-tanque para transporte de GNL “Haverá uma flexibilidade muito maior e poderemos ver alguns compradores dos EUA vendendo para outros.”

Na semana passada, o Departamento de Energia dos EUA concedeu à Cheniere Energy a aprovação final para a construção do quinto maior terminal exportador do país em Corpus Christi, no Texas, que vai embarcar o combustível a partir de 2018.

Companhias como a Tokyo Gas já disseram que tentarão lucrar com a compra e venda de cargas de GNL oriundas dos EUA que, ao contrário das inseridas nos contratos mais recentes, não estarão atreladas a um destino. A Cheniere, a operadora do campo de Sabine Pass, acredita que os EUA produzirão 74 milhões de toneladas métricas de GNL em 2020. Isso representa cerca de 22% da produção mundial esperada para 2019. Somente o Catar e a Austrália vão produzir mais.

As exportações significativas dos Estados Unidos provavelmente aumentarão os preços, hoje em torno de US$ 3 o milhão de unidades termais britânicas (BTU), diz a consultoria Energy Aspects em um relatório para o banco UniCredit, da Itália. Analistas acreditam que o gás americano poderá chegar aos níveis europeus, hoje em cerca de US$ 7 o milhão de BTUs.

O gás natural americano terá um papel importante na conexão entre os mercados do Pacífico e do Atlântico, disse Shigeru Muraki, um consultor da Tokyo Gas, em uma conferência realizada em Kuala Lumpur, na Malásia, ontem. A companhia está aumentando seus investimentos na produção de gás de xisto nos EUA como forma de proteção natural para o GNL, acrescentou.

Os fornecedores estão agora sinalizando que os negócios terão prazos curtos de até dois ou três anos, em vez de 20 anos, afirmou Charif Soiüá, executivo-chefe da Cheniere.

Os contratos de longo prazo vão se desgastar em meio à nova oferta da Austrália e dos EUA, disse o presidente da Bolsa Mercantil de Dubai, Christopher Fix, na conferência de Kuala Lumpur.

Em março, o Goldman Sachs disse em relatório que o comércio de GNL vai superar os US$ 120 bilhões neste ano, fazendo-o tomar do minério de ferro o posto de segunda commodity mais valiosa, depois do petróleo O GNL é resfriado a -160°C para que ocupe um espaço 600vezes menor. 19

As transações com GNL no mercado à vista e por curto prazo são definidas pelo Grupo Internacional de Importadores de GNL de Paris, como negócios com duração de quatro anos ou menos. Elas responderam por 16% de todas as operações feitas em 2006 e essa participação poderá crescer para 45% até 2020, segundo Alan Whitefield, sócio-sênior da Sund Energy, uma consultoria especializada. Segundo a Agência Internacional dc Energia, o mercado total de GNL deverá crescer 40% ate 2019, em relação aos níveis de 2013.

Fonte: Valor Econômico

Autor: carlosadoria

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