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PETRÓLEO – Excesso de oferta derruba preços.

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Com excesso de oferta, petróleo cai a US$ 44 o barril, mínima em seis anos.

 

Data: 30 de janeiro de 2015

  O tombo do petróleo em janeiro foi forte, com o pessimismo do fim de 2014 se acentuando no primeiro mês do ano. Em Nova York, o WTI caiu 16% e, em Londres, o Brent perdeu 14%. Enquanto os principais produtores reafirmavam, em diversas ocasiões, que vão manter o ritmo de produção no ano, os estoques da commodity cresciam nos Estados Unidos. Analistas de bancos refizeram suas contas e passaram a prever preços bem mais baixos. Ontem, o WTI chegou a ser negociado abaixo de US$ 44 o barril, o que não acontecia desde 2009. No entanto, subiu 0,2% em relação ao dia anterior – quanto estava no menor nível em seis anos – e fechou em US$ 44,53 o barril. O Brent terminou o dia a US$ 49,53 o barril, alta de 1,4%. O J.P. Morgan, que estima um excedente de produção de 1,6 milhão de barris por dia no mercado, calcula que o preço médio do Brent pode chegar a US$38 por barril em março. O Bank of America Merrill Lynch prevê que, num cenário ruim, existe a possibilidade de um preço inferior a US$ 31 por barril ainda no primeiro trimestre deste ano. No relatório “The New Oil Ordem” (ou “A Nova Ordem do Petróleo”), que teve grande repercussão no mercado, o Goldman Sachs diz que a “busca por um novo equilíbrio” no mercado continua e que o crescimento da oferta ainda será maior do que o corte de produção. O banco estima um grande aumento dos estoques da commodity até o segundo trimestre deste ano, mas uma gradual diminuição depois. Para o preço, projeta uma média de US$ 47 para o barril do Brent no primeiro trimestre deste ano, US$ 42 no segundo, US$ 48 no terceiro e US$ 64,50 no quarto. O Commerzbank, na mesma linha, estima um preço médio de US$ 45 de janeiro a março e de US$ 75 de outubro a dezembro. As expectativas são de um primeiro trimestre sem recuperação da cotação, com demanda sazonalmente mais fraca e aumento da oferta. No entanto, como companhias do setor estão cortando investimentos em produção, o resultado das decisões atuais deve ser sentido no segundo semestre, levando a uma redução do excesso da oferta e dos estoques. Nos EUA, os estoques atingiram volume recorde de 406,7 milhões de barris na quarta-feira. Além do aumento da produção do petróleo, contribui para esse excesso o crescimento da exploração do óleo não convencional, o “shale oil”, ou xisto. Analistas afirmam, porém, que a queda do preço do petróleo já inviabiliza uma parte relevante da produção de xisto. Segundo o analista Virendra Chauhan, da consultoria Energy Aspects, com o WTI abaixo de US$ 60 o barril, três das seis mais importantes áreas de produção de xisto nos EUA ficam sem viabilidade econômica. Mesmo com a expectativa de cortes de produção, os bancos estimam que haverá excesso de oferta de petróleo no mercado neste ano e também em 2016. O Goldman prevê oferta equivalente a 36,7 milhões de barris diários da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) neste ano e mais 57,7 milhões dos demais países, totalizando 94,5 milhões de barris diários. Enquanto isso, a demanda está estimada para todo o ano de 2015 em 93,8 milhões de barris ao dia, uma diferença de 689 mil barris ao dia. No ano que vem, o excesso cai para 309 mil, segundo as contas do banco. Fonte: Valor Econômico

Autor: carlosadoria

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