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EUA – Líderes latinos vão debater energia.

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Líderes latinos vão aos EUA debater energia

 

Casa Branca tenta discutir alternativas à dependência regional de Caracas

Os Estados Unidos darão nesta segunda-feira o primeiro passo em direção ao tipo de relação que pretendem ter com a América Latina após a retomada das relações com Cuba. O vice-presidente Joe Biden será o anfitrião de uma supercúpula — com 17 chefes de Estado e governo, ministros, organismos multilaterais de crédito e especialistas — que visa a livrar países centro-americanos e caribenhos da dependência da Venezuela, que há quase dez anos oferece à região petróleo e derivados em condições generosas por intermédio do programa PetroCaribe. O evento cumpre três objetivos na política americana para a região: resgatar o papel de líder e parceiro estratégico; evitar o caos socioeconômico que serviria de impulso adicional ao tráfico de drogas e à imigração ilegal para os EUA; e reduzir o espaço de influência da China.

— Queremos uma relação propositiva com a América Latina, que concretamente ofereça soluções para problemas na região. A Cúpula de Segurança Energética Caribenha mostra que tipo de parceiros queremos e podemos ser, e essa será a tônica também de nossa participação na Cúpula das Américas, em abril — afirmou uma alta fonte do governo do presidente Barack Obama ao GLOBO.

A reaproximação com Cuba oferece aos EUA a oportunidade de refundar as conversas com a América Latina, região crítica do embargo econômico, visto como exercício de imperialismo. Washington sabe, porém, que o gesto diplomático não é suficiente para dissipar a desconfiança.

A crise em Caracas apressa o momento em que o PetroCaribe se tornará inviável, numa região já debilitada economicamente. Pelo programa, 13 países — entre eles Antígua e Barbuda, Belize, Dominica, Guatemala, Haiti, Honduras, Jamaica, Nicarágua e República Dominicana — compram petróleo, gasolina e diesel pagando apenas 40% do preço à vista, financiando o resto em 25 anos e a 1% ao ano, por um mecanismo que, na prática, representa um empréstimo.

Governos de América Central e Caribe garantiram desta forma, na última década, combustível para gerar energia e dinheiro em caixa para financiar as contas públicas. Porém, criaram dependência da Venezuela e engessaram a matriz energética, que tem tarifas altas e não conta com fontes alternativas.

Com a Cúpula, os EUA avançam em uma iniciativa lançada ano passado pelo próprio Biden, de diversificação e eficiência energéticas. Para isso, será necessário mobilizar investimentos privados, fundos públicos e crédito de organismos multilaterais. De forma imediata, dizem especialistas, os EUA poderiam ainda despachar gás natural, agora que descobriu reservas abundantes do chamado shale gas.

Além do evidente ganho diplomático, o setor privado americano também poderia lucrar. Os EUA são grandes produtores de tecnologia e materiais de fontes alternativas, como gás, biocombustíveis, solar e eólica.

— A liderança dos EUA pode contribuir ao desenvolvimento da região e reduzir sua dívida, impulsionar fontes limpas de energia, reduzir custos de eletricidade, ajudar nas exportações americanas e afastar o Caribe e a América Central da influência política da Venezuela — diz Jason Marczak, do Centro de América Latina do Atlantic Council.

Fonte: O Globo

 

Autor: carlosadoria

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