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EUA – Boom do xisto diminui poder da OPEP.

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EUA estão decididos a continuar perfurando porque boom do xisto diminui poder da OPEP no mercado

 

Independentemente do que os países da OPEP decidirem amanhã quanto à redução da produção de petróleo, os produtores dos EUA já sabem o que vão fazer: continuar perfurando.

A Arábia Saudita e seus onze colegas da Organização de Países Exportadores de Petróleo se reunirão no que é considerado o conclave mais importante do cartel desde a crise financeira mundial de 2008. Os EUA são os que mais têm a ganhar e menos a perder.

Para o setor petroleiro, um ajuste significativo da produção da OPEP elevaria preços e lucros de modo geral e ajudaria a financiar mais inovações em energia nos EUA. E embora uma reação menos enérgica ou nenhuma pressionasse mais as empresas de energia, o setor está cada vez mais isolado pela florescente produção na América do Norte.

“O setor petroleiro dos EUA vai continuar em seu caminho de crescimento independentemente de a OPEP decidir fazer uma redução”, disse Daniel Yergin, vice-presidente da consultoria IHS Inc., com sede em Englewood, Colorado, e autor do livro “A busca”, vencedor do prêmio Pulitzer. “À medida que os preços do petróleo caem, o setor americano vai subindo na curva de aprendizagem e se tornando mais capaz de lidar com preços mais baixos do que teria sido há dois ou três anos”.

A bazófia dos produtores americanos diante do desmoronamento dos preços do petróleo mostra a confiança adquirida por terem subvertido seis décadas de dominação do mercado pela OPEP com tecnologia que extrai petróleo de rochas densas com preços de apenas US$ 40 por barril. O boom do xisto colocou o setor do petróleo dos EUA na sua posição mais forte desde que a OPEP começou a mostrar seu poder de fixar preços no começo da década de 1970.

Resistência econômica

Além da capacidade dos produtores para manter a lucratividade com preços mais baixos, a economia dos EUA em geral é ainda menos suscetível a qualquer rumo que a OPEP adotar. Uma transição de setores como a fabricação de aço para serviços como a saúde ajudou a tornar a economia menos dependente do que nunca do petróleo e do gás natural, segundo dados do governo compilados desde 1950.

Os produtores de petróleo dos EUA já estão reagindo aos preços mais baixos do petróleo ajustando seus gastos para se concentrarem em poços mais baratos com maior produção. Em consequência, os bilhões em ajustes de gastos projetados para o ano que vem não restringirão de forma significativa a produção americana, que deve se manter nos níveis atuais mesmo se os preços caírem para US$ 70 por barril, segundo dados compilados pela Bloomberg. O petróleo dos EUA caiu para US$ 74,09 por barril ontem antes da reunião.

A história é diferente para os doze países-membros da OPEP, que estarão emperrados em uma disputa sobre se reduzir a produção de petróleo para deter a pior depressão do mercado de petróleo bruto desta década quando se reunirem em Viena. Uma diminuição modesta, que contenha a produção atual em cerca de 500.000 barris diários, é o resultado mais provável, mas também é possível que nenhuma medida seja tomada, segundo análises feitas nos últimos sete dias pelo Goldman Sachs Group Inc., pelo Morgan Stanley e pela Wolfe Research LLC.

Wall Street

A fortaleza das perspectivas de muitas empresas tem feito com que Wall Street se torne mais altista ultimamente. Como o petróleo caiu 29 por cento desde junho, os investidores eliminaram cerca de US$ 150 bilhões do valor de mercado dos produtores de xisto. Agora, prevê-se que as as ações das 24

44 empresas de energia no Standard Poor’s 500 aumentem 20 por cento nos próximos 12 meses, o dobro do que os outros setores, segundo prognósticos de analistas compilados pela Bloomberg.

“Os EUA agora são uma potência energética”, disse Bruce Bullock, diretor do Maguire Energy Institute da Southern Methodist University em Dallas, em entrevista por telefone. “Sem dúvida o impacto da OPEP é muito, mas muito menor do que anos atrás”.

Fonte: Bloomberg

 

Autor: carlosadoria

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