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ENERGIA EÓLICA – Gigantes do mar.

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Gigantes ao mar

Mercado eólico europeu se volta para o offshore e aposta em aerogeradores de até 8 MW, em alturas de mais de 150 metros do nível do mar
A indústria eólica europeia está se voltando para o mar em busca de novos suprimentos de energia elétrica. Em 2013, instalou 34% mais de capacidade offshore do que no ano anterior. É o maior crescimento em duas décadas e contrasta com o onshore, que sofreu queda de 12%.
Foram ligados à rede de 13 complexos, com 1.567 MW, de acordo com a European Wind Energy Association (EWEA). A Grã-Bretanha, líder do setor, contribuiu com 47% do total, e a Dinamarca – o primeiro país do mundo a montar um parque eólico offshore, o Vindeby, em 1991 – ficou em segundo, com 22% das instalações. 4
A Europa é hoje a maior produtora de energia eólica offshore do mundo, com a Grã-Bretanha servindo de plataforma para mais da metade da capacidade instalada. O continente fechou 2013 com 69 complexos e 2.080 aerogeradores conectados à rede elétrica. Os 6.562 MW instalados produzem, em um ano, cerca de 24 TWh, segundo a EWEA.
Somados aos parques em terra, que ainda somam maior capacidade instalada, o continente tira dos ventos, em média, energia suficiente para cobrir cerca de 8% do consumo dos 28 países da União Europeia (UE).
Rumo ao mar
É no Oceano Atlântico e nos mares do Norte e Báltico que estão as grandes oportunidades de expansão. O potencial onshore é limitado por condições técnicas, ambientais e sociais. Empresas têm dificuldade de conseguir pontos vantajosos para as turbinas, enfrentam resistência para a aprovação de seus planos e, frequentemente, são bloqueadas por comunidades, preocupadas com o impacto visual das instalações e o ruído causado pelas pás dos aerogeradores.
Já na costa, as restrições são menores, e os ventos menos obstruídos. A despeito da imensa área da Europa, a disponibilidade de ventos com velocidade média acima de 4 m/s (em patamar de dez metros de altura), o mínimo necessário para a operação eficiente dos geradores, é bastante reduzida em terra.
Consequentemente, várias companhias se voltam para os projetos marítimos, segmento que absorveu, em 2013, investimentos estimados entre € 4,6 bilhões e € 6,4 bilhões. A maior parte da atual capacidade está na costa da Grã-Bretanha (56%) e Dinamarca (19%), tirando proveito dos fortes ventos do Mar do Norte.
Essa extensão do Oceano Atlântico que cobre cerca de 750 mil km2 e margeia vários países é o epicentro dos projetos do setor. O Mar do Norte, hoje, é base para mais de dois terços da capacidade já instalada e dos dois maiores complexos éolicos offshore do mundo: London Array (175 geradores, 630 MW, o suficiente para abastecer 500 mil moradias) e Greater Gabbard (140 geradores, 504 MW), ambos na parte britânica do mar.
Greater Gabbard, aliás, deverá em breve perder a posição, com a entrada neste ano, também no litoral da Grã-Bretanha, do complexo Gwynt y Môr. A um custo de € 2 bilhões, o parque se tornará o segundo maior projeto de geração de energia elétrica offshore, capaz de produzir 576 MW de eletricidade, com 160 unidades.
Mais longe da costa
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O uso da área offshore terá de crescer mais ainda para a UE alcançar a meta de gerar de fontes renováveis 20% de seu consumo de energia em 2020 (o setor eólico pode contribuir com cerca de 15%-17% da energia fornecida). O grupo tenta reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, diminuir drasticamente a poluição do ar – cerca de dois terços das emissões de gás estufa vêm do setor de energia, segundo a International Energy Agency (IEA) – e estabelecer um quadro diversificado de ofertas energéticas renováveis.
Para que a indústria offshore possa aumentar significativamente o suprimento de energia, suas novas instalações deverão ser construídas bem mais longe da costa. Poucas estão operando em distâncias superiores a 80 km; a maioria está localizada a uma média de 29 km e profundidades em torno de 16 m, segundo a EWEA.
Construí-las mais afastadas tem vantagens: amplo espaço, melhor fluxo de ventos e a possibilidade de usar geradores grandes. No entanto, os problemas e desvantagens são igualmente representativos: dificuldades técnicas com as condições hostis do mar aberto, incluindo a instalação, que exige mais tempo, por causa das adversidades do tempo e das grandes ondas. Soma-se a isso os custos dos equipamentos, que requerem robustez maior, e os de manutenção. As conexões tornam-se também mais caras com o aumento da profundidade, e a distância até as bases em terra encarece a interligação com a rede de distribuição.
Consequentemente, projetos de longa distância requerem investimentos duas a três vezes maiores que os onshore, revela a IEA. Reduzir custos tornou-se, portanto, umas das grandes preocupações da indústria offshore. Para a Grã-Bretanha, que atrai o maior número de complexos eólicos marítimos, o objetivo é diminuir o peso dessa carga em 30% até o fim da década. Isso implica parques com grande capacidade de produção. No ano passado, a média dos projetos offshore na Europa foi de 485 MW, 78% maior do que em 2012.
Turbinas robustas
A fim de atender à crescente demanda, os construtores de turbinas internacionais estão investindo em modelos mais eficientes e de maior escala. Com essas unidades mais avançadas, reduz-se o custo dos projetos, uma vez que são necessários menos aerogeradores para produzir a mesma energia.
O tamanho médio das turbinas eólicas offshore em 2013 foi de 3,9 MW (EWEA), e está aumentando. A alemã Siemens, fabricante de cerca de 60% das turbinas offshore da Europa, cujo domínio do mercado foi alcançado com o modelo de 3,6 MW, vai ampliar a potência dos equipamentos.
Com 11 turbinas de 6 MW já instaladas na Dinamarca, a Siemens vai entregar mais 35 unidades para o complexo britânico Westermost Rough Offshore. Com três pás de 75 m, que varrem uma área de 18,6 mil m2, os aerogeradores vão prover uma capacidade instalada de 210 MW.
Do outro lado do Mar do Norte a dinamarquesa Vestas está testando, desde janeiro, uma turbina de potência ainda maior – a V164-8.0 MW. Pesando 375 t e movendo pás de 35 t, que se estendem por 80 metros, a nova turbina ficará instalada em uma torre de 164 metros acima do nível do mar. A máquina está montada temporariamente em terra para facilitar os testes, mas seu uso é específico para o ambiente offshore.
O primeiro usuário da turbina poderá ser a Dong Energy, operadora de vários parques eólicos na Europa, entre os quais o gigantesco London Array. A empresa pretende usar 32 unidades V164-8.0 MW no parque Burbo Bank Extension, adicionando 259 MW aos 90 MW já existentes.
O projeto está tramitando no governo, e a companhia confirmou que o modelo da Vestas é o preferido para as novas instalações, embora uma decisão final só deva ser tomada no fim do ano. A expectativa é de que os trabalhos de montagem do complexo possam começar em 2015.
O interesse da Dong de empregar uma turbina dessa magnitude é um só: reduzir custos. A iniciativa faz parte da política de redução de custos que o grupo vem implementando. O objetivo é chegar a
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uma redução de 35% a 40% no preço da energia eólica que produzirá nos projetos aprovados em 2020.
Fonte: Revista Brasil Energia

Autor: carlosadoria

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