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APROVEITAMENTO DE GARRAFAS PET.

Blog Fatos e Dados

Tecnologia transforma garrafa PET em matéria-prima para indústria petroquímica

 

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A garrafa PET – que leva centenas de anos para se degradar e atualmente só tem a reciclagem como meio alternativo ao descarte – pode virar matéria-prima para a indústria petroquímica. A descoberta foi feita por pesquisadores do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) que desenvolveram um processo pioneiro que degrada os compostos químicos (polímero) das garrafas.

Os estudos realizados em laboratório mostraram que uma levedura, microorganismo eficiente na realização de alterações químicas, é capaz de degradar o componente da PET em até 30 dias com pressão e temperatura ambiente. A biodegradação ocorre até o polímero se tornar uma unidade mínima, obtendo ácido chamado tereftálico que, por sua vez, serve de insumo para indústria petroquímica.

Até o final de 2014, está prevista a otimização do processo em laboratório. O próximo passo será a produção, em fase de testes, em escala maior.


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PETROBRAS – Esclarecimentos sobre pagamentos e valores de Pasadena.

 

Petrobras esclarece, novamente, pagamentos e valores de Pasadena

 

Jornal GGN – Em nota à imprensa, rebatendo notícias veiculadas por grandes jornais, a Petrobras afirma que seus pagamentos estão submetidos a procedimentos internos e à legislação, além da empresa possuir uma área de Auditoria interna com acesso irrestrito para verificar a conformidade das operações e que também tem suas contas e balanços acompanhados por auditorias externas.

A companhia reiterou os valores finais da compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, que somaria  US$ 1,249 bilhão. Segundo o anúncio, além dos valores pagos em 2006, a Petrobras desembolsou, após acordo judicial com a Astra, US$295 milhões pelos 50% restantes da refinaria, US$ 171 milhões por 50% das cotas da companhia comercializadora de petróleo e outros US$ 354 milhões em juros, empréstimos e garantias e despesas legais.

Leia a nota na íntegra:

Sobre notícias publicadas na imprensa em 22/5, a Petrobras esclarece:

 

Os pagamentos realizados pela Petrobras a qualquer título e em qualquer país seguem rígidos e claros procedimentos internos e a legislação pertinente. Além disso, a companhia possui estruturada área de Auditoria Interna, que tem acesso irrestrito a qualquer unidade do Sistema Petrobras para verificar a conformidade dos procedimentos e operações realizadas.

 

Além de seus processos internos, a Petrobras tem suas contas e balanços auditados por auditorias externas e, por ser companhia com ações em bolsa, subordina-se aos órgãos reguladores de mercado, Comissão de Valores Mobiliários no Brasil e Security and Exchange Commission nos EUA, e a todas as regras de governança e divulgação de informações relevantes ao mercado. Os contratos da Petrobras passam por acompanhamento de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria Geral da União (CGU).

 

Sobre a refinaria de Pasadena, os valores finais da compra decorrem não só de negociação entre as partes mas também de processos de arbitragem e judicial. Cumpre mais uma vez detalhar os valores:

 

– A Petrobras estima que a Astra pagou à Crown, anterior proprietária da refinaria, pelo menos US$360 milhões de dólares: US$248 milhões pela refinaria e estoques e US$112 milhões em investimentos.

 

– em 2006, foram pagos pela Petrobras US$ 189 milhões por 50% da refinaria e US$170 milhões por 50% da companhia de trading (comercializadora de petróleo e derivados), além de US$ 70 milhões relativos a ajustes de estoques, contas a pagar e a receber.

 

– Os valores pagos em 2006 correspondem a 7.200 dólares por barril por dia (bpd) de capacidade, enquanto a média para compra de refinarias no mercado norteamericano naquele período era de 9.400 de dólares por bpd de capacidade.

 

– A partir de 2007, começaram os conflitos entre os sócios. Em 2008, a Petrobras iniciou processo arbitral e a Astra exerceu sua opção de vender seus 50% de participação. Em 2009 o laudo arbitral é emitido, mas a Astra questiona o laudo e mantém outras ações judiciais contra a Petrobras.

 

– Em 2012, as partes chegaram a acordo e os valores pagos pela Petrobras foram: US$295 milhões pelos demais 50% da refinaria, US$171 milhões pelos 50% das cotas da companhia de trading e, além disso, US$ 354 milhões com juros, empréstimos e garantias e despesas legais e complemento do acordo com a Astra.

 

– Desta forma, o total desembolsado com o negócio Pasadena foi de US$ 1,249 bilhão.

 

A Petrobras reitera que colabora e continuará colaborando com os órgãos públicos de investigação, fiscalização e controle para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.


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RENOVÁVEIS SÃO A CHAVE PARA A POLÍTICA ENERGÉTICA EUROPEIA.

Mexia defende que as renováveis são chave para política energética europeia

“Devíamos olhar para as renováveis como uma fonte independente de energia e a Europa pode liderar isto”. A afirmação é presidente da EDP, António Mexia, em entrevista à CNN Internacional, sobre o acordo histórico entre a Rússia e a China na área do gás natural.
O gestor destaca que “energia é estratégia e poder” e que falta à Europa uma “política integrada em termos energéticos”, sublinhado que se deve “encontrar alternativas e que as renováveis são a chave para esta questão”.
A estratégia para o gás natural liquefeito e para o ‘shale gas’ na Europa é igualmente crítica, na sua opinião.
“Metade das infra-estruturas de regaseificação na Europa está na Península Ibérica. Portugal e Espanha têm metade dos terminais de gás natural liquefeito existentes na Europa. É claramente um ‘hub’ que permite diversificar fontes de abastecimento. Precisamos de mais ambição nisto, bem como no ‘shale gas'”, adiantou António Mexia. E acrescenta: “Há recursos de ‘shale gas’ – não nos volumes existentes nos EUA – em França e na Polónia e precisamos de políticas para os desenvolver, mas também nas renováveis.”
A EDP é hoje, recordou o presidente da eléctrica nacional, a terceira maior produtora mundial de energia eólica. Uma posição que ganha uma dimensão mais expressiva, quando agrega os activos da sua accionista de referência, a chinesa CTG. “Somos a maior empresa de energias limpas do mundo por causa do vento e da água”, acrescenta António Mexia.
O gestor sublinhou ainda o papel deste novo parceiro de negócios, quer em termos de encaixe para o Estado, no âmbito da última fase de privatização da empresa, quer pelo “músculo que conferiu à companhia para o acesso a novos mercados”.
Fonte: Económico (Portugal)


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GÁS RUSSO – Alemanha não pode dispensar o gás russo.

Alemanha não tem condições de recusar o gás russo

O Presidente da Câmara de Comércio Exterior Rússia-Alemanha, Michael Harms, disse que seu país não tem possibilidades, nem do ponto de vista técnico, nem do econômico, de abandonar a aquisição de gás natural russo. Ao participar do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, ele observou que “a Alemanha precisa definir o vetor de diversificação, mas destacou que a posição firme do Ministério de Energia alemão é que ‘em um curto prazo, não há possibilidade de abandonar os suprimentos da Rússia’”.
Harms também disse que 90% dos negócios com a petroleira russa Gazprom são assinados por empresários do setor privado de médio porte da Alemanha, e é por isso que não há necessidade de politização da questão.
Fonte: Diário da Rússia


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PETROBRAS – Queima de gás natural.

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Queima de gás natural: carta ao Globo

Leia a carta que enviamos ao jornal O Globo nesta quinta-feira (22/5), sobre reportagem que aborda a queima de gás natural nas plataformas:

“Sobre a matéria ‘’Desperdício’ de gás cresce 10,5% este ano’, de 22/5, a Petrobras esclarece que não há desperdício nas suas operações de produção de petróleo e gás. Prova disso é que, em 2013, foi atingido o recorde anual de 92,6% de aproveitamento de gás associado nas atividades de exploração e produção. Se considerada a produção total de gás natural da Petrobras, esse índice de aproveitamento em 2013 foi de 95,1%.
A queima de parcela do gás natural produzido é inerente à indústria do petróleo e ocorre por motivo de segurança (piloto da tocha das facilidades de produção), no início de operação de plataformas (durante a fase de comissionamento de sua planta de compressão e do gasoduto de exportação) e em paradas para manutenção, assim como em situações temporárias de emergência ou de limitações operacionais.
O nível de queima de gás nos primeiros meses de 2014 já era previsto no planejamento da companhia, devido à entrada em produção de novos sistemas de produção antecipada no pré-sal da Bacia de Santos e pelo início das operações das plataformas P-63, P-55 e P-58. Em relação à infraestrutura para escoamento de gás, ela tem sido desenvolvida pela Petrobras de acordo com a entrada em operação dos projetos de produção, não havendo portanto gargalos de infraestrutura que levem à queima de gás.
A Petrobras reitera que a reinjeção de gás nos reservatórios é um método largamente utilizado na indústria e faz parte da estratégia de aumento do fator de recuperação dos campos produtores.
Sobre a oferta de gás natural, a Petrobras garante, mais uma vez, que tem condições de atender a 100% do volume contratado com todas as distribuidoras. A companhia assegura o abastecimento para a indústria e demais consumidores, além do próprio mercado termelétrico. O volume de gás natural atualmente retirado pelas distribuidoras de gás é inferior ao total contratado por elas.
A Petrobras informa ainda que a oferta doméstica de gás natural vai crescer de 47 milhões de m3/dia, em 2014, para 75 milhões de m3/dia, em 2018, como resultado do aumento da produção de petróleo e gás e do incremento da participação do gás do pré-sal. Além disso, já estão em operação três terminais de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL), com capacidade total de até 41 milhões de m3/dia.”
A reportagem foi publicada pelo veículo nesta quinta-feira (22/5) (versão online).
Fonte: Blog Fatos e Dados


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ETANOL – Preço deve ficar próximo ao teto.

Setor prevê ano com etanol mais caro depois de crise e seca

Preço do combustível deve ficar próximo ao ‘teto’ de 70% do valor do litro da gasolina
A crise nas usinas e a estiagem que reduziu a previsão da safra de cana-de-açúcar devem manter o preço do etanol próximo ao “teto” de 70% do valor do litro da gasolina.
A análise é de fontes do setor, que apontam a redução da oferta de etanol e o aumento da demanda, com o crescimento da frota flex, como os principais motivos.
“É de se esperar que neste ano a paridade [do preço do álcool em relação à gasolina] fique mais próxima dos 70%”, afirmou o sócio da consultoria FGAgro Willian Urzari Hernandes.
A Unica (entidades das usinas) previu uma redução de 2,84% na safra atual em relação à anterior. Além disso, ao menos dez usinas deixaram de operar nesta safra.
Além da redução, também é esperado que o preço do etanol volte a subir antes do início da entressafra, quando tradicionalmente diminui a oferta de cana.
“Mesmo que agora o preço fique abaixo de 65% [da gasolina], ele pode voltar a subir em novembro, em vez de janeiro [como normalmente ocorre]”, afirmou o presidente da Udop (União dos Produtores de Bioenergia), Celso Torquato Junqueira Franco.
Em Ribeirão Preto, o preço do etanol alcançou na última semana o patamar de 66% do valor da gasolina, a R$ 1,967, após as distribuidoras e os postos repassarem ao consumidor a queda de R$ 0,20 no valor cobrado pelas usinas.
Em São Paulo, levantamento da ANP (Agência Nacional de Petróleo) mostrou que o preço médio do etanol está em R$ 2, o que corresponde a 69% do valor do litro da gasolina.
Entre 17 de abril e a última sexta-feira (16), o preço do etanol nas usinas de São Paulo caiu R$ 0,23, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.
Essa redução ainda não foi repassada aos consumidores paulistas, já que os preços caíram, em média, somente R$ 0,03 nos postos.
A pesquisadora do Cepea Ivelise Bragato afirmou que é comum um período de até quatro semanas até que a queda do preço chegue às bombas dos postos.
Isso porque as distribuidoras trabalham com estoques adquiridos com outra cotações de preços.
Franco, da Udop, afirmou que o controle do preço da gasolina pelo governo federal impede o investimento na ampliação da produção de etanol.
Fonte: Folha de S. Paulo


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ENERGIA ELÉTRICA – Importância de novas hidrelétricas com reservatórios.

Governo admite que, sem construir barragens, matriz energética muda

Pela primeira vez, o governo federal admite que, sem poder construir novas hidrelétricas com reservatórios, terá que recorrer a usinas térmicas como nuclear, a carvão e a gás natural para operar na base do sistema, ou seja, de forma permanente, para garantir a segurança energética do País no futuro. O anúncio foi feito na semana passada pelo secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Altino Ventura.
Com isso, em meio à crise do setor elétrico, a matriz energética brasileira, uma das mais limpas do mundo, tende a se tornar mais suja nas próximas décadas, principalmente com o avanço das usinas a carvão. Somente nos últimos cinco anos, a geração térmica, operando hoje a plena carga devido aos níveis baixos dos reservatórios, subiu de 7,09% do consumo total para 23,1%, um aumento superior a três vezes. Além disso, a nuclear, com Angra 1 e 2, subiu de 2,55% para 3,24%, segundo dados do Operador Nacional do Sistema (ONS).
Na contramão do mundo, que cada vez mais busca fontes renováveis, o Brasil passará a ter as usinas nucleares, a carvão mineral e a gás natural na base para garantir o fornecimento de energia junto com as usinas hidrelétricas, confirmou o secretário Ventura. Segundo o executivo, ficará muito claro no Plano Nacional de Energia 2050, que o MME está desenvolvendo, a necessidade da utilização de energia nuclear para operar na base do sistema, ou seja, não de forma complementar como são hoje a maioria das usinas térmicas a gás ou a óleo e de biomassa, entre outras.
Assim, a expectativa é de uma mudança mais radical a longo prazo na estrutura da matriz elétrica brasileira. “Em algum momento, o Plano Decenal, quando chegar próximo a 2025, não terá mais (novas) hidrelétricas, e nesse momento o Brasil terá que buscar outras soluções, que não é só a nuclear, tem gás natural e carvão mineral”, destacou Ventura.
Assim, segundo o secretário, após 2025, o Brasil vai passar por uma transição, de uma expansão majoritariamente hidrelétrica para térmicas de base com custo de combustível baixo. Érico Evaristo, presidente da Bolt Comercializadora, afirma que o Brasil já é classificado como um país hidrotérmico. “Por questões ambientais não são construídas mais hidrelétricas com reservatórios e sim apenas as chamadas a fio d’água, que só geram energia no período úmido. Então, por uma questão energética, a solução são as térmicas, já que, nos últimos dez anos, a capacidade de armazenar água nos reservatórios é praticamente a mesma no País”, disse Evaristo.
Segundo Ventura, nesse horizonte, após 2015 o Brasil vai passar a próxima década em uma transição de uma expansão majoritariamente hidrelétrica para térmicas de base com custo de combustível baixo. “Claro que vamos complementar esse programa térmico com as fontes renováveis como a eólica, o bagaço de cana, a solar, que certamente terão seu espaço. E essas fontes alternativas, novas, terão um papel importante complementar, pois não se imagina atender o mercado de energia brasileiro só com essas fontes. Tem que ter uma fonte de base, que são as térmicas”, afirmou o secretário.
Ventura disse também que o governo federal continua trabalhando com a previsão de construir mais quatro usinas nucleares, de 1 mil megawatts (MW) de potência cada uma, até 2030. Ele afirma que já é certo que até 2015 o País não terá novas centrais nucleares além das atuais Angra 1, Angra 2 e de Angra 3, esta última ainda em construção. Mas o governo continua realizando estudos para detalhar, entre outras coisas, qual será a nova tecnologia que terá utilização para as próximas centrais, que serão importantes para o suprimento de energia para o Brasil no longo prazo.
Os locais para a possível localização das novas usinas nucleares já estão escolhidos e ficam no Nordeste, Sudeste e também na região Sul. De acordo com o secretário, a partir da decisão do governo federal em retomar a construção de novas usinas, todos esses estudos de tecnologia e licenciamentos seriam intensificados para a usina entrar em operação 10 anos após essa decisão.
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Ventura lembra, no entanto, que governo federal e Congresso Nacional precisam aprovar as novas construções.
Fonte: Jornal do Comércio (Rio Grande do Sul)


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PROJETO DE GNL em Papua Nova Guiné

Projeto de GNL de US$19 bi da Exxon ainda enfrenta riscos

Projeto na Papua Nova Guiné deve transformar dramaticamente um dos países mais instáveis da Ásia-Pacífico, para melhor ou pior
O projeto de gás natural liquefeito (GNL) de 19 bilhões de dólares da ExxonMobil na Papua Nova Guiné, que está enviando seu primeiro carregamento, deve transformar dramaticamente um dos países mais instáveis da Ásia-Pacífico, para melhor ou pior.
O projeto de GNL, que deve produzir mais de 9 trilhões de pés cúbicos durante 30 anos, é o maior investimento privado da história do país do sul do Pacífico.
A ExxonMobil está dependendo de projetos como este para um muito necessário crescimento da produção, enquanto o governo da Papua Nova Guiné espera que ele possa dobrar sua economia de 15 bilhões de dólares, hoje pouco maior que Botswana.
Mas a partilha dos espólios de projetos de recursos no passado já dilacerou o país, que é visto como um dos mais corruptos do mundo, e com um sistema política que produziu dois governos rivais.
A grande questão agora é se o projeto vai se provar uma benção ou uma maldição, disse Bryant Allen, um especialista em Papua Nova Guiné que ajudou a Exxon a identificar e compensar proprietários de terras no país.
Fonte: Reuters


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UE – Dependência do gás russo.

UE faz planos para reduzir dependência de gás russo

A União Europeia traçou novos planos para reduzir sua dependência do gás natural russo e para reforçar a sua segurança energética, enquanto advertiu Moscou para não cortar o fornecimento de gás para a Ucrânia.
A pressão para forjar laços mais estreitos de energia entre os 28 países do bloco e encontrar fornecedores alternativos tem se intensificado ao longo das últimas semanas, depois que as ameaças russas de desligar o fluxo de gás para a Ucrânia levantaram temores sobre uma interrupção do fornecimento para a Europa também.
A crise na Ucrânia levou a UE a traçar uma nova estratégia de segurança energética para o bloco de 28 países que será discutida pelos líderes da UE no final de junho.
“Uma grande gama de fatores geopolíticos está voltando a acontecer e isso está sendo sentida especialmente na área de energia”, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, disse em uma conferência sobre a segurança energética, em Bruxelas, na quarta-feira, na qual ele delineou propostas para aumentar a resiliência do mercado de energia da Europa. Ele se referiu à crise Ucrânia como uma chamado para a Europa acordar.
No coração do plano, estabelecido em uma proposta para o documento vista pelo The Wall Street Journal, está o objetivo de reduzir a dependência do bloco da Rússia, que abastece cerca de 30% do gás da UE, o que torna país o maior fornecedor para a região.
No curto prazo, a comissão disse que os passos precisam ser tomados para mitigar uma possível “grande interrupção” das ofertas de gás natural no próximo inverno, de acordo com o documento. A comissão afirmou também que vai concentrar seus esforços nos seis países da UE que são 100% dependentes do gás russo – como a Letônia e Estônia – por meio do aumento das reservas de gás e do desenvolvimento de infraestrutura de emergência, como o armazenamento de gás extra.
No prazo mais longo, a comissão deseja aumentar as importações de gás da Noruega e Argélia e explorar acordos futuros de gás com países do Mediterrâneo, como Israel, Grécia e Chipre. A Comissão também proporá construir mais terminais de gás natural liquefeito ao longo das costas da Europa para receber mais suprimentos do Qatar e dos EUA, a partir do quais espera começar a exportar gás já em 2018, graças ao boom de xisto e gás dos EUA.
A Comissão deseja ainda criar um corredor de gás do sul, que permitirá que o gás flua a partir do Mar Cáspio, em um desafio direto ao South Stream, um projeto de gasoduto russo de US$ 16 bilhões que alimentará com gás o sudeste da Europa contornando a Ucrânia.
Fonte: Dow Jones Newswires


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VENEZUELA – Exploração de gás natural não convencional com participação da Petrobras.

Venezuela anuncia primeira exploração de gás natural não convencional com a Petrobras

Além da estatal brasileira, a PDVSA e a americana Williams International Oil & Gas integram a sociedade para exploração do recurso
A Venezuela vai começar a sua primeira exploração de gás natural não convencional no oeste do país, através de uma parceria com a brasileira Petrobras, disse nesta quarta-feira o ministro do Petróleo venezuelano Rafael Ramirez.
— Aprovamos no ministério fazer as primeiras explorações para a busca de gás de xisto aqui no Lago Maracaibo — disse Ramirez, durante uma conferência.
— Vamos começar em nossa joint venture Petrowayu — disse Ramirez sobre a sociedade, cuja empresa com maior participação é a PDVSA e na qual também participam a Petrobras com 36% e a norte-americana Williams International Oil & Gas com 4%.
A exploração do gás natural não convencional já é comum em países como os EUA e Canadá, que veem o recurso como a principal fonte de energia do mundo dentro de 20 ou 30 anos. A nova tecnologia também tem seus críticos que acusam a exploração do gás de destruir fontes de água doce, inclusive subterrânea, e até causar abalos.
No entanto, as grandes empresas batizaram o recurso de “pérola energética” e estão gastando bilhões de dólares para pesquisa e exploração em grande escala.
O gás natural não convencional permitiria à Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo, economizar combustível para exportação ao destinar menos para geração de energia.
Fonte: O Globo Online