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PETROBRAS NEGA SAQUE IRREGULAR DE PASADENA.

 

Petrobras nega saque irregular de Pasadena

Nielmar de Oliveira, Agência Brasil

“A Petrobras informou, em nota, que “não foram constatadas quaisquer irregularidades” no saque de US$ 10 milhões da conta da Refinaria de Pasadena, no Texas, nos Estados Unidos, em uma corretora, conforme texto publicado ontem (24) pelo jornal O Globo. De acordo com a reportagem, a operação foi autorizada verbalmente em 2010.

Segundo a nota da estatal, a retirada foi identificada por meio de uma “auditoria de rotina” na Petrobras América e foi autorizada verbalmente por ser “uma atividade usual de trading(depósitos e saques em corretoras), o que é considerado normal. Esse trabalho de auditoria é rotineiro”.

A estatal informou que “foi acatada a recomendação da auditoria interna, no sentido de formalizar e arquivar a documentação de suporte relativa aos saques efetuados em contas mantidas em corretoras”.

A auditoria avaliou ainda a gestão de estoque de petróleo. Em relação a esse tema, a nota informa que “foram adotados controles reforçando o procedimento mensal de conciliação” e que a empresa “vem adotando medidas para correção dos problemas detectados”.

Conforme a reportagem, o saque ocorreu em 5 de fevereiro de 2010, quando as sócias Petrobras América e Astra Oil, companhia belga, que administravam a refinaria, travavam uma disputa judicial sobre a aquisição das ações remanescentes.

A compra de Pasadena, que resultou em um gasto de US$ 1,2 bilhão, desencadeou a instalação de uma CPI no Congresso Nacional para investigar a operação.”


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OS GRANDES DEFENSORES DA PETROBRAS

 

PETROBRAS – Como essa gente se preocupa com ela!

 

É o Pré-Sal, meus camaradas! E a eleição…

 
 
Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre
 

Você quer saber de uma coisa: o que me emociona, o que me deixa confiante e satisfeito, o que me faz, a partir de agora, ter uma nova visão sobre os propósitos e a conduta da direita brasileira, da nossa generosa, isenta de preconceitos e democrática burguesia é, indelevelmente, sua enorme preocupação com os rumos e o destino da Petrobras, com o Brasil e com o povo brasileiro. Quando vejo homens do quilate moral e político de Aécio Neves, Agripino Maia, Álvaro Dias, Roberto Freire, José Serra, FHC — o Neoliberal I — e os tantos e quantos tucanos, demonistas e ex-comunistas do partido de aluguel conhecido como PPS, fico, realmente, a pensar: “Nossa! Como essa gente se preocupa com a Petrobras! Se preocupam de tal maneira que eu fico até comovido”.
 
E não é que de repente, não mais do que de repente, até mesmo os próceres e barões da imprensa-empresa também, em tom uníssono, começam a defender a Petrobras, o que me deixou completamente atônito, boquiaberto, porque ser surpreendido dessa forma não é para qualquer vivente comum, sem, antes, ter feito um exame completo no coração. Afinal, pessoas compromissadas com os interesses do País, com o povo brasileiro, a exemplo dos magnatas bilionários de todas as mídias em oligopólio, como o Octávio Frias, os irmãos Marinho (sempre esqueço os nomes deles), os filhos de Robert Civita, o Mesquita que tenta salvar o Estadão da falência, além de outros donos de empresas familiares espalhados de Norte a Sul pelo Brasil, realmente merecem todo o respeito e a atenção.
 
Há cerca de um mês tenho visto e ouvido uma verdadeira ode à Petrobras. O amor de espécies não tão raras porque ordinárias, como os tucanos, os demos, os ex-stalinistas de aluguel, juntamente com os magnatas bilionários da imprensa de negócios privados e seus empregados pela Petrobras é comovente, pois remonta o mesmo amor que seus ancestrais sentiram pela brasileiríssima estatal do petróleo nos idos anteriores à sua criação pelo estadista trabalhista Getúlio Vargas, em 1953, bem como em cerimônia de sua fundação até os dias de hoje. É uma beleza! Comove, sabe?  Nunca vi tanto pendor e nacionalismo.
 
Ao ler, ver e ouvir editoriais, matérias e opiniões dessa velha imprensa de mercado carcomida pelo tempo e corrompida pelos seus próprios interesses, percebe-se, rapidamente, que sua hipocrisia, cinismo e vocação para a manipulação e a mentira não tem limites. Para desconstruir a imagem do Governo trabalhista e macular a honra e a moral de lideranças petistas exemplificadas em nomes como o de Lula e Dilma, os tucanos e seus aliados, mancomunados com a imprensa alienígena que odeia secularmente o Brasil, tratam de atacar a Petrobras e, consequentemente, mexer com as emoções do povo brasileiro, que, desde antes de 1953 e durante a campanha do “O Petróleo é Nosso!” tem uma relação cívica com a megaempresa, que o leva ao sentimento de brasilidade e à condição de saber que é cidadão nacionalista. Sentimentos estes tão decantados pelos norte-americanos e elogiados pelas nossas “elites” colonizadas, provincianas e complexadas quando se trata de admirar o nacionalismo yankee.
 
Neste momento verme de ser e se sentir, os coxinhas infelizes e recalcados dessas paisagens tropicais fazem questão de esquecer a frase “O patriotismo é o último refúgio dos canalhas”. Porque para a nossa medíocre burguesia somente é permitido, ou seja, tolerado, o nacionalismo dos europeus colonizadores e dos EUA, que ela, entusiasmada, além de servil e subalterna, aprendeu a admirá-los por intermédio dos filmes de Hollywood e de enlatados que eram e são transmitidos pelas televisões. São tantos séculos de lavagem cerebral através de gerações de coxinhas burgueses, que se torna muito difícil para tais pessoas olharem para si com autoestima e o sentimento e desejo de compreender que o povo brasileiro é capaz, inteligente, competente, trabalhador e corajoso.
 
Afinal, somos empreendedores por natureza e sempre soubemos nos virar em momentos difíceis de nossas vidas, bem como do País. Além disso, controlamos um território continental, e este fato, podem acreditar, não é para qualquer povo, pois sabemos que muitos povos perderam territórios e até hoje lamentam perante a história. Todavia, o Brasil tem uma “elite” perversa, autoritária e egocêntrica. Poder-se-ia dizer que é uma classe dominante quase esquizofrênica, e que é capaz, como já foi comprovado, de apoiar e ser cúmplice de invasão de gringo para que ela possa, por exemplo, derrubar um governo eleito, e, dessa forma, locupletar-se com a nova ordem política e ideológica imposta à força, como ocorreu, inquestionavelmente, em 1964, quando a direita efetivou um golpe civil-militar, que durou o tempo de 21 anos.
 
A direita partidária, a burguesia e a pequena burguesia (classe média) em geral sabem disso e trataram logo de emplacar a Petrobras como alvo para que o Governo trabalhista seja desmoralizado e, por sua vez, sinta o peso de sua “desqualificação” como gestor em um ano eleitoral. Trata-se do vale-tudo das eleições e, se a Petrobras cresceu por ter investido muito em todas suas áreas e segmentos, não importa, porque o que está a valer é Pasadena, mesmo os tucanos e a imprensa-empresa receberem informações da presidente da estatal, Graça Fortes, que, no Congresso, não deixou pergunta sem resposta, mostrou dados, índices e números, o que não foi o suficiente para os conservadores, pois a verdade é que esse pessoal que odeia o Brasil quer mesmo que a Petrobras exploda, como sempre quiseram desde quando a estatal foi fundada.
 
Agora, a estratégia da direita, à frente o candidato-playboy, Aécio Neves, é judicializar mais uma vez um processo político-eleitoral, pois o PSDB, o DEM, o PPS e o PSB, do quinta coluna Eduardo Campos, além da imprensa de mercado, não querem que a CPI seja ampla, ou seja, que sejam investigados os casos de corrupção bilionária da Alstom e Siemens, em São Paulo, e do Porto de Suape, em Pernambuco. A direita e os traidores do PSB querem apenas que seja investigada a Petrobras. A petroleira multinacional é considerada a “Geni” dos reacionários, ficam a jogar pedras, porque querem um Brasil VIP para as classes privilegiadas e um povo cativo e longe de sua emancipação.
 
Contudo, não somos ingênuos e sabemos, sem sombra de dúvida, que essa gente da oposição, na verdade, objetiva concretizar seus desejos mais abissais e inconfessáveis… A luta político-eleitoral e as falsas polêmicas, acusações e denúncias vazias repercutidas pela imprensa alienígena e corporativa têm, irrefragavelmente, o propósito de atacar o modelo de partilha do Pré-Sal. Exatamente isto, meus camaradas: o Pré-Sal, como combustível dos ataques ao Governo trabalhista e à Petrobras é o que move a oposição partidária, os grandes grupos empresariais nacionais e estrangeiros, e, especialmente, os magnatas bilionários de imprensa (privada), que desejam ardorosamente a volta dos tucanos ao poder, e, por conseguinte, retomar o processo de privatizações, extinguir a maioria dos programas sociais, diminuir os investimentos em infraestrutura, saúde e educação, para, desse modo, atender aos anseios do mercado financeiro internacional e dos países considerados desenvolvidos, que perderam muito dinheiro e influência com a diplomacia independente e não alinhada aos Estados Unidos e à União Europeia efetivada pelos presidentes trabalhistas Lula e Dilma.
É o Pré-Sal, estúpido! Como já disseram. É ele que está em jogo. E se os campos de petróleo das bacias de Campos e Santos estão a sofrer questionamentos de tucanos fundamentalistas do mercado e da imprensa entreguista, pois quase conseguiram desmantelar a megaestatal para vendê-la, é sinal que o modelo de concessão dos tempos de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I — é o que agradava a todos aqueles que viviam da jogatina diária do mercado, bem como faziam com que os altos dirigentes das petroleiras internacionais em todo fim do dia abrissem champanhes para comemorar seus exorbitantes lucros e remessas em cima da riqueza brasileira, como o fazem até hoje quando auferem os lucros da Telebras e da Vale do Rio Doce, privatizadas e alienadas, pois vendidas por tucanos irresponsáveis e incompetentes a preço de banana.
 
É o Pré-Sal, coxinha de classe média com complexo de vira-lata e que pensa que vai ser um dia convidado para o baile dos ricos e depois bater com a cara na porta deles. É o Pré-Sal, pobre de direita, cuja maioria nem sabe o porquê de ser reacionário, mas compreende, lá no seu íntimo, que sua vida melhorou, em todos os sentidos, por causa dos governos trabalhistas e não por interferência dos governos do PSDB, que, além de irem ao FMI três vezes, humilhados, de joelhos, e com o pires nas mãos, não tiveram competência nem ao menos para criar empregos e, por sua vez, empregar o povo brasileiro.
 
Nem isso quanto mais elevar as reservas internacionais e colocar o Brasil em um patamar de importância internacional jamais experimentado em seus 514 anos de história. Ponto! O negócio é o seguinte: O senador tucano Aécio Neves no poder significa retrocesso e perda de investimentos, empregos e sossego. Exatamente isto: sossego. Porque ninguém vai ficar feliz ou satisfeito com o desemprego e o fim de dezenas de programas sociais que elevaram o padrão de vida do povo brasileiro, bem como permitiram o aumento exponencial do consumo, que, por seu turno, viabilizou a criação de empregos e também de pequenas e micros empresas, as maiores responsáveis neste País em criar postos de trabalho e gerar renda.
 
Aécio Neves representa o atraso, porque o novo que ele diz ser, na verdade, é mais velho e conhecido do que os currais eleitorais dos coronéis deste País. O novo é a revolução social silenciosa que o PT e os trabalhistas fizeram em apenas 12 anos. O povão sabe disso, pois passou a ter acesso ao que ele nunca pensaria um dia ter. Basta viajar, meus camaradas, pelo interior deste País para verificar o que eu afirmo, além de irem às favelas e às periferias para observar que até a vida dos miseráveis melhorou, afinal o IBGE constou que 36 milhões de pessoas saíram da miséria.
 
O Pré-Sal é do Brasil e não de um monte de burocratas fundamentalistas do mercado, a exemplo de Armínio Fraga, que pensam que a vida é feita de apenas números, gráficos e índices. Não mesmo. Atrás da matemática, da contabilidade, da administração e da economia existem pessoas com sonhos e desejos. Elas querem para seus filhos um mundo melhor e com serviços públicos de qualidade. E, terminantemente, não vai ser o PSDB de Aécio Neves e FHC, bem como seus aliados políticos, empresariais e midiáticos que vão favorecer o povo brasileiro.
 
Eles nunca fizeram isto. Jamais! Então, por que os emplumados colonizados agora o fariam? Por que este ano tem eleição? Não, meu camarada. A Casa Grande não ajuda a ninguém. Ponto! Em qualquer hora, lugar e tempo os proprietários da Big House vão continuar a edificar muros e valas para impedir o desenvolvimento sustentado e linear de todas as sociedades e nações. É o seu mais elementar vampiresco destino. Você não pode esperar da ferroada do escorpião a suavidade do sono quando te surpreende sem você perceber que dormiu.
 
Portanto, afirmo que a direita em qualquer parte do planeta quer um mundo usufruído por ela, que é conjunto das classes abastadas que ela representa. Por isto e por causa disto o ódio às camadas sociais mais baixas que ousaram, por intermédio de um governo popular e trabalhista, ascenderem, mesmo que modestamente, a uma vida de melhor qualidade.
 
Este é o real motivo de os ricos, os grandes conglomerados econômicos e financeiros e os partidos de direita, como o PSDB, detestarem o Lula, a Dilma, o Jango, o Brizola, o estadista Getúlio Vargas e a… Petrobras. Como as “elites” detestam o povo, automaticamente passam a detestar também a grande estatal brasileira e tudo aquilo que possa beneficiar o Brasil e diminuir seus poderes e influência.
 
O Pré-Sal é nosso! Já o teria dito, se fosse vivo, o escritor Monteiro Lobato. A CPI da Petrobras é mais uma farsa eleitoral. Realmente, estou muito comovido com o interesse e a preocupação dos tucanos e da imprensa de caráter golpista com o destino da Petrobras. É o Pré-Sal, meus camaradas! E a eleição. É isso aí.


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PETROBRAS – Gabrielli aponta “mitos e verdades” sobre Pasadena.

 

GABRIELLI APONTA “MITOS E VERDADES” SOBRE PASADENA


“O ex-presidente da Petrobras diz que a compra da polêmica refinaria foi aprovada por ter sido “vantajosa”. Entre os “mitos”, ele aponta o preço da compra por US$ 42,5 milhões pela Astra e o erro da aquisição no exterior. “A verdade é que a Astra desembolsou US$ 360 milhões”, diz ele. “A decisão atendia ao planejamento estratégico da companhia definido em 1999, no governo FHC, que previa investir em refino no exterior para lucrar com a venda de derivados de petróleo, sobretudo no mercado americano”. Gabrielli condena ainda o que chama de “circo de CPI eleitoral”. Em entrevista, ele também afirmou que a presidente Dilma Rousseff “não pode fugir à sua responsabilidade” no caso.

Do “Brasil 247”

 
O ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, decidiu partir para o ataque. Em artigo publicado no domingo, na “Folha de S. Paulo”, afirmou que a compra de Pasadena foi aprovada de forma unânime pelo conselho por ter sido um bom negócio à época, e tenta desconstruir o que chama de “mitos” sobre a operação. Ele condena ainda o que seria o “circo de uma CPI eleitoral”.

Gabrielli também concedeu uma entrevista ao jornalista Ricardo Galhardo, do “Estado de S. Paulo”, em que afirmou que presidente Dilma não pode fugir à sua responsabilidade no caso. “Eu sou responsável. Eu era presidente da empresa. Não posso fugir da minha responsabilidade, do mesmo jeito que a presidente Dilma não pode fugir da responsabilidade dela, que era presidente do conselho. Nós somos responsáveis pelas nossas decisões. Mas é legítimo que ela tenha dúvidas.”

Leia abaixo seu artigo:

Pasadena: mitos e verdades

A aquisição de Pasadena foi aprovada porque era vantajosa. Empresários do conselho que não pertenciam ao governo foram favoráveis.

Pasadena foi um bom negócio? A resposta é sim para o momento da compra, mas não teria sido sob o cenário entre 2008 e 2012.

Nos últimos dois anos, porém, as condições do mercado de petróleo, sobretudo nos Estados Unidos, voltaram a se inverter, com a crescente valorização dos ativos.

A refinaria está em operação todos esses anos e, devido à disponibilidade de petróleo leve e barato no Texas, como efeito do “shale gas” [gás de xisto], ela é lucrativa, ainda que a Petrobras não tenha realizado os investimentos para capacitá-la a processar petróleo pesado.

Irresponsavelmente [dolosamente], a oposição distorce fatos e dados sobre sua aquisição, criando uma narrativa que desinforma a população, prejudica a imagem da Petrobras e atenta na depreciação de seu valor de mercado.

Vamos aos mitos: 

 
O primeiro refere-se ao fato de que o antigo proprietário de Pasadena, o grupo Astra, pagou US$ 42,5 milhões pela refinaria e depois revendeu à Petrobras por US$ 1,25 bilhão.

A verdade é que a Astra desembolsou US$ 360 milhões antes de revender por US$ 554 milhões, sendo US$ 259 milhões pagos pela Petrobras em 2006, como afirmou a presidente da empresa, Graça Foster, e US$ 295 milhões posteriormente à disputa judicial, já em junho de 2012, mas considerando as condições de mercado de 2006. O crescimento da demanda de derivados nos EUA, sobretudo de 2004 a 2007, levou a um aumento progressivo no preço das refinarias, contudo, o valor de Pasadena foi inferior à média das transações em 2006.

Outro mito aponta para suposto equívoco do Conselho de Administração na compra de refinaria no exterior. O fato é que a decisão atendia ao planejamento estratégico da companhia definido em 1999, no governo FHC, que previa investir em refino no exterior para lucrar com a venda de derivados de petróleo, sobretudo no mercado americano.

Em 2004, o mercado brasileiro de consumo de combustíveis estava estável havia uma década, enquanto a demanda no exterior era crescente. A Petrobras seguiu estratégia recorrente: pagar mais barato por uma refinaria de óleo leve e adaptá-la para processar óleo pesado.

A aquisição de Pasadena foi aprovada pelo conselho porque era vantajosa e atendia ao planejamento estratégico. A decisão foi pautada em parecer financeiro do Citigroup, que, entre 2003 e 2012, atuou em 125 transações do setor. Empresários que participavam do conselho e não pertenciam ao governo foram favoráveis à compra.

O terceiro mito é que as cláusulas “put option” (opção de venda) e “marlim” (referente ao petróleo brasileiro) seriam as responsáveis por transformar um bom negócio no momento da compra em um mau negócio no cenário entre 2008 e 2012.

Nesse período, o mundo mudou, nós descobrimos o pré-sal e o planejamento estratégico da Petrobras acompanhou as mudanças. O mercado de derivados nos EUA se alterou drasticamente. Foram as variações de margens de refino e os diferenciais de preço entre o petróleo leve e pesado que fizeram a lucratividade de Pasadena variar. Enquanto isso, no Brasil, a demanda por derivados se aqueceu, levando a companhia a investir em refino interno.

Quanto à cláusula “marlim”, que garantiria a rentabilidade de 6,9% à sócia da Petrobras no caso de duplicação da capacidade de refino, ela é inócua. Como não houve o investimento, e essa é a razão da disputa judicial, ela não é válida. Isso foi reconhecido pela Justiça americana.

A oposição precisa aprender que assuntos técnicos requerem uma abordagem diferente do espetáculo de uma CPI em ano eleitoral. Perceberão, mais uma vez, que a Petrobras continua sendo uma das empresas mais produtivas do mundo.”

FONTE: escrito por JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI DE AZEVEDO, 64, secretário de Planejamento da Bahia. Foi presidente da Petrobras (2005-2012, governos Lula e Dilma). Publicado no jornal “Brasil 247”  (http://www.brasil247.com/pt/247/economia/137309/Gabrielli-aponta-mitos-e-verdades-sobre-Pasadena.htm).


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TUCANOS, A ALCA E A PETROBRAS

 

SONHOS ANTINACIONAIS TUCANOS: ALCA E PETROBRAS

Por NEWTON LIMA

O “fim do Mercosul”, como propõe o senador Aécio Neves, seria um retrocesso de grandes proporções para a política externa brasileira

Como presidente da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, sinto-me no dever de contestar a declaração do senador Aécio Neves, divulgada pelo jornal Valor Econômico, que propôs, em evento recente, o “fim do Mercosul” ou, pelo menos, a extinção da união aduaneira do bloco, de modo a torná-lo apenas área de livre comércio. Na visão do senador, o Mercosul seria “uma coisa anacrônica“, que “não serve aos interesses brasileiros“, pois impede que o nosso país firme acordos comerciais com outras nações e se integre mais às cadeias produtivas globais.

A proposta do senador tucano choca frontalmente com o diagnóstico feito pela Federação das Indústrias de São Paulo, em recente estudo intitulado “Agenda para a Integração Externa“, que mostra exatamente o contrário do que ele pensa. Em artigo no jornal Folha de S. Paulo (18.06.2013), o empresário Benjamin Steinbruch lamenta que as opiniões favoráveis ao abandono do Mercosul “se apóiam em razões ideológicas” [em prol dos EUA].

Os dados são contundentes: nos últimos 10 anos, as exportações brasileiras para os países do Mercosul somaram US$ 169 bilhões, com superávit acumulado da ordem de US$ 46 bilhões. Não obstante a participação das commodities na balança comercial brasileira, nesses dez anos, cerca de 91% das nossas exportações para o Mercosul (US$ 154 bilhões) são de produtos manufaturados, enquanto que, para EUA, US$ 138,7 bilhões, e União Europeia, US$ 137,9 bilhões.

Mesmo com os efeitos da crise, a partir de 2008, o intercâmbio entre os países do Mercosul foi superior ao do comércio internacional: enquanto as trocas globais aumentaram 13% no período 2008-2012, o comércio intraMercosul cresceu mais de 20%.

Aécio Neves parece desconsiderar os acordos de liberalização comercial assinados entre os países membros do Mercosul, que tratam da redução de tarifas alfandegárias a quase zero. Já é possível afirmar que o livre-comércio entre o Brasil e praticamente todos os países da América do Sul é uma realidade.

Nesse debate, é importante observar que o objetivo do Mercosul é muito maior do que o mercado comercial. O bloco foi formado para promover a integração entre as nações e o desenvolvimento econômico, social, cultural e político da região.

O Mercosul tem também clara dimensão geoestratégica. Além de dar maior peso aos Estados Partes no cenário mundial e contribuir para tornar a América do Sul um espaço de paz, prosperidade e justiça social, o bloco está em negociação com a União Europeia para ampliação das relações comerciais e integração econômica.

A União Europeia levou 50 anos para se consolidar. O Mercosul tem pouco mais de 20 anos. O “fim do Mercosul”, como propõe o senador Aécio Neves, seria um retrocesso de grandes proporções para a política externa brasileira.

Ao afrontar o Mercosul, Aécio Neves comete um erro grave. Desalinha-se do destino histórico de convergência de nações amigas, da busca de superação de problemas comuns, e se junta àqueles que sempre defenderam nossa subalternização aos interesses norte-americanos, cristalizada na tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas – ALCA. A proposta do senador remete ao sonho dos tucanos de ver o Brasil inserido na ALCA como consumidor de produtos dos EUA, e o Estado reduzido ao mínimo, com a política de privatização. O mesmo governo do PSDB, que nos idos dos anos 1990, fez de tudo para privatizar a Petrobras, tentando até mudar o nome para Petrobrax [para tirar qualquer associação com o bras de Brasil], a fim de facilitar a venda da empresa na Bolsa de New York. O mesmo governo que, em 2001, viu afundar a plataforma P-36, a maior do mundo, que custou R$ 350 milhões, e emborcar a P-34, em 2002, numa prova de desgoverno e sucateamento da Petrobras.

Portanto, o senador Aécio Neves insiste, no debate eleitoral, em resgatar ideias derrotadas e superadas na crise internacional, sem levar em consideração que o Brasil e o mundo mudaram.”

FONTE: escrito por NEWTON LIMA, presidente da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul. Artigo publicado no “Brasil 247”  (http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/137433/Sonhos-tucanos-Alca-e-Petrobrax.htm).


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EDUARDO CAMPOS E A PETROBRAS.

Quando Lula escolheu Pernambuco para construção de uma nova refinaria, o cara ficou quietinho.

 

 

ARRAES SACODE NA TUMBA PELO NETO “TRAÍRA”




Arraes sacode na tumba: Eduardo Campos tira os sapatos para Wall Street.


Eduardo Campos [PSB] cada vez mais seduzido pelo programa [antinacional] de Bornhausen [ex-UDN/DEM]. [Aécio/PSDB já são tradicionais servos de Wall Street]

“Quem diria! Eduardo Campos (PSB) agora virou o queridinho do “mercado”. Em entrevista ao jornalão estadunidense “Wall Street Journal” é louvado por adotar políticas “pró-mercado” (leia-se antipovo).

É o candidato dos 1% de “Wall Street” contra os 99% do povo.

Cito algumas barbaridades ditas pelo traíra pernambucano na entrevista:

Entre os pontos defendidos por Campos, está uma “revisão” [sic] da Petrobras. Apesar de não falar em privatização, o pré-candidato disse que a estatal “deve ter uma gestão profissional”. “(A Petrobras) precisa ser protegida de qualquer tipo de influência política”… [válida somente a influência dos grandes interesses norte-americanos]

Ora, a Petrobras tem “gestão profissional” para todos os gostos. É só escolher que rumo quer dar.

O povo, que é o maior dono da empresa, precisa de gestão profissional que defenda os interesses populares. Isso passou a ser feito, dentro do possível, a partir do governo Lula, e a empresa continua sendo a que tem maior lucro do Brasil, sendo um bom negócio para quem investe nela a médio prazo.

A “gestão profissional” [sic] que Eduardo Campos diz e oferece a “Wall Street” é um verdadeiro roubo do povo brasileiro. É entregar o filé mignon da riqueza do petróleo brasileiro para os 1% de tubarões de “Wall Street” e deixar só osso para o povo brasileiro.

Campos está imitando os tucanos [tradicionais defensores dos EUA e dos interesses dos grandes grupos financeiros e econômicos estrangeiros]. Foi assim que FHC foi eleito em 1994. Os banqueiros sabiam que não conseguiriam eleger um quadro tradicional dos seus. Foram buscar em FHC um candidato antipovo, vendido ao neoliberalismo, que o povo ainda não tinha percebido que era um desertor das causas populares. Deu no que deu. Clinton mandava e FHC obedecia. Clinton cobrava e FHC pagava. Clinton mandava FHC vender a Vale a preço de banana e ele vendia. Clinton mandava aumentar tarifas telefônicas para a privatização ter retorno garantido e FHC obedecia. Clinton mandava o chanceler do governo FHC tirar os sapatos nos aeroportos dos EUA e ele tirava. Deu no que deu. Só os EUA se davam bem e o Brasil ia mal.

Agora, Eduardo Campos se presta a fazer esse mesmo papel de cavalo de Troia antipovo, e promete aos endinheirados fazer um governo de tirar os sapatos e se ajoelhar diante deles. Além de trair Lula, trai até a memória de seu avô Miguel Arraes, que deve sacudir na tumba ao ver seu neto se tornar um vendilhão neoliberal e trair as causas populares pelas quais ele lutou.”

FONTE: do blog “Os amigos do Presidente Lula”  (http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/04/arraes-sacode-na-tumba-eduardo-campos.html). [Título e trechos entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política’].


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CPI DA PETROBRAS – Oposição conseguiu o que queria.

Em caráter liminar, Rosa Weber determina CPI restrita a Petrobras

Jornal GGN – Em caráter liminar – portanto, provisório – a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber atendeu ao pedido da oposição ao governo Dilma Rousseff (PT) para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que deve investigar, exclusivamente, suspeitas contra a administração da Petrobras.

A liminar foi expedida na noite desta quarta-feira (23) e está aberta a apresentação de recursos. O governo deve recorrer da decisão e fazer com que o mérito da causa seja julgado pelo demais ministros do STF, sem prazo certo, o que pode protelar a instalação da CPI. 

Em sua decisão, a ministra sustentou que está garantido à minoria o direito de criar CPIs para investigar irregularidades cometidas pelo Poder Executivo. O argumento é praticamente uma resposta à atitude a Renan Calheiros (PMDB), presidente do Senado, que tentou atender à maioria governista dando sinal verde a uma CPI ampla. 

A ala de situação, que também recorreu ao STF, pretendia emplacar na CPI outros temas, como investigações sobre a formação de cartel nas licitações dos trens do Metrô e CPTM, durante governos tucanos em São Paulo, e as obras do Porto de Suape, em Pernambuco. Dessa forma, os partidos dos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) também entrariam na mira da CPI.

Como a limitar tem caráter imediatista, os membros da comissão podem, em tese, ser indicados pelas legendas. Ainda na noite de quarta, Aécio comemorou a decisão e cobrou de Renan Calheiros o cumprimento da liminar. “Cabe ao presidente do Senado, ainda nessa quinta-feira (24), solicitar as indicações pelos partidos políticos daqueles que comporão a comissão e, imediatamente, garantir a sua instalação”, disse.

Como é corriqueiro no Legislativo, algumas manobras podem empurrar a abertura da CPI. Além de apresentação de recursos junto ao Supremo, os parlamentares que apoiam Dilma podem demorar para indicar os membros da comissão, além de estender a discussão sobre quem ocupará os principais cargos no grupo: presidência e relatoria.

Depoimentos

Independente de uma CPI da Petrobras oficial, a bancada governista tem apoiado a promoção de audiências no Congresso com os principais atores da compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, um dos assuntos mais utilizados como bandeira pela oposição. Sobre o assunto já falaram Graça Foster, atual presidente da Petrobras, e Nestor Cerveró, ex-diretor internacional da companhia. Sérgio Gabrielli, presidente à época da compra, também aceitou convite para depor sobre Pasadena.


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TCU MANDA DELCÍDIO E 12 DIRETORES RESSARCIREM R$ 14 MIlHÕES.

 
marianoliveira.HOPE@petrobras.com.br
 
 

TCU manda Delcídio e 12 diretores ressarcirem R$ 14 milhões

DA REDAÇÃO
 24/04/2014 00h00

O senador Delcídio do Amaral (PT), mais 12 diretores da Petrobras e a empresa Termoceará Ltda estão sendo investigados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por “prática de ato de gestão ilegal”, além de terem sido condenados a ressarcir R$ 14 milhões aos cofres da estatal. Esta apuração é a continuidade do acórdão do próprio tribunal, de 2010, que apontou o senador sul-mato-grossense e o ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, como responsáveis por assinar contratos “expressivamente desfavoráveis à Petrobras”.A reportagem está na edição de hoje (24) do jornal Correio do Estado.

No item 9.1 deste acórdão, datado de 10 de novembro de 2010, os ministros da corte decidiram “converter os presentes autos (de uma auditoria) em tomada de contas especial, autorizando, desde já, a citação dos responsáveis”, referindo-se aos diretores da estatal.

Logo depois, são citados os responsáveis e as respectivas infrações; a inclusão de Amaral e Cerveró na investigação em andamento se dá por “submeterem à aprovação da Diretoria Executiva, por meio do DIP ENERGIA n. 05/2000, os documentos contratuais para participação da Petrobras no consórcio da usina termelétrica Barbosa Lima Sobrinho – antiga Eletrobolt – com as seguintes irregularidades”, citando que foram usados “termos contratuais expressivamente desfavoráveis à Petrobras”, por atribuírem os riscos regulatórios, do mercado de energia, do mercado de combustível e o risco cambial à estatal, enquanto “ao investidor privado era atribuído somente o risco de projeto e estrutura de financiamento”.

 A reportagem é do correspondente do Correio do Estado em Brasília, Clodoaldo Silva.


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ETANOL

 

 

27,5% de etanol na gasolina

Por Newton Lima (*)

A indústria de açúcar e álcool vive uma das crises financeiras mais agudas de sua história e pode piorar com a queda dos preços na entrada da nova safra.

Dados divulgados recentemente na imprensa dão conta que de 64 grupos canavieiros analisados em 2013, dois terços operam com déficit e 22 não têm sequer condições de recuperação financeira. O índice de endividamento médio do setor alcançou 60%.

A crise não recai apenas sobre as finanças das usinas. O país pode deixar de processar 50 milhões de toneladas de cana-de-açúcar anuais devido à crise. Isso representa a extinção de milhares de postos de trabalho e já estaria acontecendo.

Trata-se de uma conjunção de eventos negativos. Os principais seriam a euforia em relação aos biocombustíveis no mundo, antes da crise de 2008 – que causou endividamento elevado e excesso de oferta –; a própria crise; a sequência de safras com problemas climáticos; a histórica valorização da moeda brasileira, a política de subsídios à produção/exportação de açúcar e etanol nos países desenvolvidos; a queda substantiva dos preços do açúcar no mercado internacional; e a política de reajuste da gasolina da Petrobras.

Alguns críticos atribuem a este último fator a responsabilidade única pela crise. Dizem que o governo não deveria ter usado o preço da gasolina como forma de evitar a volatilidade da inflação, porque isso supostamente contrariaria “as leis de mercado”.

Todavia, o objetivo do governo é reduzir o impacto sobre os consumidores decorrente da alta volatilidade dos preços do petróleo e do dólar.

Os preços têm sofrido oscilações substanciais nos últimos anos. Para evitar que tais oscilações causassem prejuízo à população, a Petrobras vem reajustando a gasolina com uma frequência menor.

Desde 2011, o petróleo e o dólar têm subido muito, o que torna a gasolina importada mais cara. A Petrobras está recompondo esses preços aos poucos e vai equalizar os preços internos aos internacionais, mas isso deve demorar algum tempo. Até lá o que faremos para amenizar a crise?

A política mais eficaz seria aumentar a proporção de etanol na mistura da gasolina para 27,5%. Isso representará um aumento de 10% na demanda por álcool anidro.

Segundo o economista Gustavo Santos, do BNDES, essa política faria a produção de álcool anidro aumentar em cerca de 1 bilhão de litros, já considerando o aumento estimado do consumo de combustíveis, de 4%. Assim, teríamos 13,3 milhões de toneladas de cana a menos para produção de etanol hidratado e açúcar.

Haveria melhor equilíbrio no mercado, recomposição do preço desses dois produtos e substancial recuperação da margem de lucro do setor. Sem contar os demais benefícios de tal política: menor emissão de gases de efeito estufa; maior recolhimento de impostos; melhor adimplência junto aos bancos; mais empregos; mais investimentos, menor importação de gasolina, aumento no lucro da Petrobras e melhoria da balança comercial.

O governo precisa tomar uma decisão consciente e com embasamento técnico. Opiniões técnicas preliminares indicam que o impacto sobre o desempenho e durabilidade dos motores será insignificante, se houver. Resta apenas avaliar o impacto sobre o meio ambiente, que considerando uma avaliação global, deve ser positiva.

A situação do setor requer um tratamento de urgência. O governo já está se reunindo com o setor. A fim de corroborar com a busca de solução para a crise, apresentei o projeto de lei 7413/2014, que permite ao executivo fazer uma política mais flexível de adição do etanol à gasolina.

(*) Newton Lima é doutor em engenharia, ex-Reitor da Universidade Federal de São Carlos, ex-prefeito de São Carlos, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Nacional, e Presidente da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul.


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“TURMA DO FHC” ENCOBRE SUCESSOS DA PETROBRAS,

“Turma de FHC” encobre sucessos da Petrobras, diz petista; Sauer discorda

 

O Viomundo inicia hoje a publicação de uma série de artigos e entrevistas sobre a Petrobras e o setor energético, com o objetivo de informar o debate a partir de pontos-de-vista da esquerda:

PETROBRAS

por Luiz Alberto*

A Petrobras tem a cada prestação de contas à nação, atestado sua hegemonia de produção e arrecadação, mas a oposição ao governo da presidenta Dilma Rousseff, tenta, desesperadamente, mascarar o registro de lucro da empresa. A estatal bateu recorde de produção na camada do pré-sal, com 407 mil barris de petróleo, por dia, e a oposição quer fazer um discurso para dissimular essa boa notícia.

Neste contexto é importante ressaltar que, os investimentos da Petrobras, antes do governo do Partido dos Trabalhadores (PT), não chegavam a U$ 5 bilhões [dólares], por ano, entre 1992 e 2002.

O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva alavancou isto para U$ 10 bilhões, por ano, em 2005.

De acordo com o Plano de Negócios e Gestão 2014-2018, que a Petrobras divulgou recentemente, há um total de U$ 220 bilhões para o período, o que equivale a U$ 45 bilhões por ano, em média. Ou seja, praticamente multiplicou por 10 os investimentos em relação ao período anterior a 2003, ano em que Lula assumiu. Isto sim é um fato e não os factóides que os opositores teimam em construir.

Este significativo aumento de investimentos se refletiu no aumento dos esforços em Exploração e Produção, que nos levaram à descoberta do Pré-sal, no qual a Petrobras, com o Novo Marco Legal para o Petróleo (Criação do Regime de Partilha), é a operadora com, no mínimo 30% de participação nos consórcios. Com as novas descobertas, tanto no pré-sal como fora, chegaremos a uma produção total de 4 milhões de barris em 2020, basicamente duplicando nossa produção atual. Com todos estes investimentos, ainda conseguimos aumentar o lucro, atingindo R$ 23,6 bilhões em 2013, alta de 11% em relação aos R$ 21,2 bilhões alcançados em 2012.

Em 2014, a Petrobras realizou duas grandes operações de emissões de títulos no mercado internacional. Em janeiro, captou mais de € 3,6 bilhões [euros] no mercado europeu. Em março, realizou emissões da ordem US$ 20,0 bilhões de dólares no mercado americano.

Nas duas operações, avaliação de riscos feita pelas principais agências de rating aponta a Petrobras como “grau de investimento”. Isto significa: Empresa que dispõe de boas perspectivas em relação à capacidade e o compromisso de honrar suas obrigações financeiras. O êxito destas operações confirma a boa aceitação da estatal no mercado internacional de capitais

Logo, a Petrobras é uma empresa estratégica para o país, com repercussões em toda a economia, não só pela produção de combustíveis, mas também pelas suas compras no mercado interno, que, inclusive, alavancaram vários setores como, por exemplo, a indústria naval. A Petrobras nasceu com a luta “o Petróleo é nosso” e chegamos aos seus 60 anos podendo dizer que o Pré-sal é nosso também. E é exatamente isto que inflama a oposição, pois no governo deles, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o FHC, quiseram mudar o nome da empresa para Petrobrax, buscaram privatizá-la, mas não conseguiram.

Outros dados técnicos revelam que as reservas provadas totais atingiram 16,57 bilhões de barris equivalentes, devendo ser duplicadas com a exploração do Pré-sal. Índice de Reposição de Reservas (IRR) no Brasil ficou em 131% e a relação reserva/produção em 20 anos. Pelo 21º ano consecutivo, a Companhia mantém um IRR no Brasil acima de 100%.

O índice de Sucesso Exploratório da Petrobras é de 64 %, enquanto a média mundial é de aproximadamente 30% — já no Pré-sal é de 82%.

O Conteúdo Local, que é a política de se produzir no País os insumos para Petrobras, é importante para o Brasil por uma série de razões, entre outras, o aumento do parque fabril.

Entre sondas de perfuração, plataformas de produção e navios, encomendou-se à indústria naval no Brasil 137 unidades para a atividade prioritária de produção de petróleo. Entre as empresas com as quais mantiveram-se relacionamentos industriais, estão dezenas de estaleiros e canteiros de obras navais, em toda a costa brasileira. Dentre as obras a serem construídas em estaleiros do País até 2020, estão 38 plataformas de produção, 28 sondas de perfuração marítima, 49 navios-tanque e 568 embarcações de apoio. Também investiu-se no desenvolvimento de profissionais para a indústria naval e offshore.

Qualificação Profissional

O Plano Nacional de Qualificação Profissional (PNQP) foi estruturado, em 2006, para atender à demanda de pessoal qualificado para o setor de óleo e gás. Por meio de cursos gratuitos no âmbito do Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural), promoveu-se a capacitação de milhares de profissionais no Brasil, com o envolvimento de 44 instituições de ensino. Até 2013, foram qualificados 97.252 profissionais.

Em 2012, investiu-se aproximadamente R$ 51 milhões, capacitando cerca de 18 mil pessoas. No consolidado do PNQP, desde 2006, foram investidos R$ 269,2 milhões, resultando no treinamento de cerca de 92 mil profissionais, em 17 estados brasileiros. O plano também oferece aos alunos que estão desempregados bolsas-auxílio mensais, conforme o curso, que pode ser de nível básico, médio, técnico e superior, em 185 categorias profissionais.

Investimentos em Cultura

Além do histórico de investimentos em ações culturais, na Bahia e em todo o Brasil, a Petrobras este ano bateu recorde ao anunciar para a nona edição de seu edital para projetos culturais, a destinação de R$ 67 milhões. Este montante representa a maior verba de todas as edições. Serão contempladas com os recursos da estatal 11 áreas na seleção pública, reforçando o compromisso da companhia com o fomento da cultura do país.

Cuidados com o Meio Ambiente

A Petrobras garantiu, nos últimos seis anos, com investimentos na preservação do meio ambiente, a proteção de centenas de espécies de animais nativos e da biodiversidade. A empresa, neste período, investiu R$ 1,9 bilhão em projetos ambientais e sociais em todo o país.

Geração de Empregos

Os investimentos sociais que, tradicionalmente a Petrobras realiza, apoiam a cidadania. Em 2012, foram investidos cerca de R$ 552 milhões em mais de 1,5 mil projetos sociais, ambientais, culturais e esportivos, no Brasil e nos diversos países onde atua. O ano foi marcado pela realização conjunta das seleções públicas do Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania e do Programa Petrobras Ambiental, que destinarão, em dois anos, R$ 102 milhões a projetos ambientais e R$ 145 milhões a projetos sociais.

A Petrobras Controladora teve seu efetivo reduzido no período de 1994 a 2002, passando de 46.226 para 34.520; já no período de 2003 a 2013 só cresceu, chegando a 62.692. É essa a importância da Petrobras para o Brasil. Não podemos permitir retrocessos diante deste cenário positivo para nosso país e para o povo brasileiro.

*É deputado federal (PT-BA)

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Ildo Sauer é diretor do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da Universidade de São Paulo. Foi diretor da Petrobras no primeiro governo Lula.

É um dos autores de A Reconstrução do Setor Elétrico Brasileiro, ao lado de Luiz Pinguelli Rosa, Roberto Pereira D’Araujo, Joaquim Francisco de Carvalho, Leslie Afranio Terry, Luiz Tadêo Siqueira Prado e João Eduardo Gonçalves Lopes. O livro deveria ter servido de base para a reforma do setor, que foi levada adiante pela então ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff.

Os dois discordaram dos rumos da reforma, assim como discordam da política do governo federal em relação à Petrobras.

Ildo acredita que a Petrobras é “a grande invenção da Civilização Brasileira”.

Porém, lamenta que no debate midiático sobre a empresa esteja ausente o interesse público.

Este debate, diz ele, representa apenas:

1) acionistas/capilistas/fundos de investimento, que querem que a Petrobras encontre e produza petróleo logo, colocando no mercado pelo preço mais alto possível;

2) consumidores de energia, especialmente os grandes, que buscam vantagens especialmente na compra de nafta e gás natural.

O governo federal atua como mediador e, na opinião de Ildo, o faz de forma desastrada: ao praticar preços artificiais de gasolina e óleo diesel para supostamente “combater” a inflação, acaba promovendo transferência de renda, já que os maiores consumidores de combustível são aqueles de maior renda e o Tesouro — que é de todos — acaba bancando a diferença.

A Petrobras sofre as consequências do que Ildo chama de “populismo de combustíveis”.

Sauer chega a dizer que autoridades federais estariam cometendo “crime de responsabilidade” ao enfraquecer a empresa.

Os preços artificialmente baixos da gasolina criam três problemas para a área de biocombustíveis, na visão do professor:

1. Incentivo à exportação, já que a Environmental Protection Agency (EPA) dos Estados Unidos dá preferência ao etanol de cana de açúcar em relação ao doméstico, feito de milho;

2. Desnacionalização das terras, já que os donos do mercado norte-americano querem controlar toda a cadeia produtiva e embolsar os lucros;

3. Ambiente de incerteza para produtores que miram no mercado brasileiro, construído à partir da ideia de que o etanol seria sempre farto e barato por aqui.

Ildo e Dilma quando ambos integravam o governo Lula, em debate no Rio Grande do Sul

Sauer não tem dúvidas que o projeto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que acabou com o monopólio da Petrobras em 1997, era privatizar totalmente a empresa. O argumento dos tucanos, na época, era de que a empresa deveria ser submetida à competição capitalista. “A Petrobras só não sucumbiu porque já era forte”, sustenta. Forte notavelmente na capacidade de exploração, que resultou na descoberta do pré-sal.

Hoje, com um debate restrito aos interesses de acionistas e consumidores, pouco se fala no papel público da empresa, argumenta.

“É [preciso] reconhecer que a construção histórica da Petrobras é uma construção do povo brasileiro, com capacidade extraordinária de intervir sobre a natureza para transformá-la, apropriá-la socialmente e gerar riqueza — esta é a verdadeira dimensão da Petrobras”, sustenta.

Para Ildo Sauer, o leilão de Libra sinalizou um distanciamento ainda maior do governo Dilma em relação ao papel público da Petrobras.

O professor critica os “crachás de aluguel”, prepostos de líderes políticos que atuam dentro da máquina, agindo em defesa de interesses privados e corroendo por dentro empresas públicas como a petrolífera.

Na entrevista abaixo, Sauer também faz observações cáusticas sobre o sistema elétrico: das altas tarifas pagas pelo consumidor comum às vantagens dadas, às custas do Tesouro, aos 600 maiores consumidores, que teriam ajudado a garantir a candidatura de Dilma ao Planalto na sucessão de Lula.

 


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DENÚNCIA DA FOLHA DESMONTA VERSÃO DA COMPRA DE PASADENA POR 42 MILHÕES DE DÓLARES.

“Denúncia” da Folha desmonta versão da compra de Pasadena por US$ 42 mi pela Astra

 

Fernando Brito, Tijolaço 

 “São só mesmo a falta de capacidade de raciocínio e a vontade de fazer acusações escandalosas – não necessariamente nesta ordem – o que impede o fim de toda a discussão em torno dos preços pagos pela Petrobras na operação de compra da refinaria de Pasadena.

Bastaria que o repórter ou seu editor lessem com atenção o que eles próprios escrevem sobre os documentos da arbitragem havida entre a Petrobras e a Astra para entender a adequação dos valores, à época, pagos à Astra, ex-dona da planta de refino.

Diz a matéria, textualmente:

Gilles Samyn, então presidente do Conselho de Administração da Astra Transcor, acionista da Astra Oil, contou que, em conversa telefônica com Gabrielli em agosto de 2007, ambos reconheceram as dificuldades em chegar a um consenso sobre os investimentos para dobrar a capacidade da refinaria, como queria a Petrobras.

O custo era de US$ 2,5 bilhões, considerado alto pela Astra. “Para resolver a questão, eu ofereci comprarmos de volta a participação de 50% da Petrobras, mas Gabrielli (José Sérgio, presidente da estatal)insistiu que isso deveria ser resolvido de outra maneira”, afirmou o executivo na arbitragem.

De fato, no mês seguinte, a Petrobras apresentou uma proposta para comprar a metade da Astra por US$ 550 milhões.

A Astra achou pouco:

“Ainda segundo o depoimento, ao fim de setembro, a Petrobras enviou proposta de US$ 550 milhões pelo restante de Pasadena. Samyn, então, teria dito que a Astra esperava receber US$ 1 bilhão.”

Passa pela cabeça de alguém que uma empresa que tenha comprado uma refinaria inteira por US$ 42 milhões recuse-se a vender metade dela por US$ 550 milhões, 13 vezes mais (e em dólar!) e bata pé em quem isso suba para US$ 1 bi, ou 26 vezes mais?

O prezado amigo que me lê, o que faria se comprasse dois carros por 42 e lhe oferecessem 550 por um deles apenas? Será que ia em casa para pensar ou correria para o cartório, louco para assinar a venda e receber a grana?

É óbvio que não houve compra por US$ 42 milhões alguma, e que esse valor se refere apenas ao que foi pago à Crown, antiga proprietária de Pasadena, sem incluir o que  a empresa devia ou tinha imobilizado.

Resta saber se a Petrobras negociou bem.

Insistiu em comprar uma refinaria porque havia demanda de refinados no mercado interno brasileiro, que ela pretendeu – e pretende – continuar a abastecer isoladamente.

Ofereceu US$ 550 milhões, a Astra queria US$ 1 bilhão e recusa a oferta. A Petrobras sobe a proposta,  para algo em torno de US$ 700 milhões e a Astra continua se recusando a vender algo que no dizer de nossa “competentíssima” oposição teria custado US$ 24 milhôes (a metade dos US$ 42 milhões com que se tenta fazer crer que foi o valor da compra de Pasadena.

A Petrobras vai, então, à Justiça para fazer valer o seu direito de compra dos outros 50% por um preço razoável (claro que para aquele momento), ou seja, para exercer a tal  ”put option” do contrato, e não o contrário, como muita gente boa andou repetindo.

Traduzindo: a Astra não queria vender a sua parte por US$ 700 milhões, certamente por achar que isso era menor que o valor de mercado.

Porque era um ativo muito mais valioso então do que agora, quando o mercado mudou.

Quem acionou a corte arbitral, como está aí ao lado, foi a Petrobras, não o contrário.

Mesmo assim, a Folha repete que “ a estatal brasileira desembolsou US$ 1,25 bilhão por um negócio comprado pela Astra por apenas US$ 42,5 milhões em 2005.”

Repete, portanto, que a Petrobras precisou ir à Justiça para “obrigar” a Astra a ter um lucro de 30 vezes num negócio;

Será que uma pessoa com um mínimo de honestidade intelectual pode dar crédito a uma versão como esta?”

 
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