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A ESTRATÉGIA TUCANA CONTRA A PETROBRAS.

 

A ESTRATÉGIA TUCANA CONTRA A PETROBRAS



A estratégia tucana contra a Petrobras

Por Claudio Puty, no site da “Fundação Mauricio Grabois:

“Os tucanos passaram oito anos no poder tentando, de todas as formas, privatizar a nossa maior empresa, a Petrobras, criada em 1953 na esteira da campanha nacionalista “O petróleo é nosso”. Agora, a pretexto de investigar supostas irregularidades na compra, pela estatal, de uma refinaria em Pasadena (Texas) em 2006, a oposição procura enfraquecer a imagem da empresa, uma das maiores conquistas do povo brasileiro. Essa é a principal função da CPI pedida no Senado.

A estratégia antinacional traçada pelo Estado-Maior da oposição conservadora e levada a cabo pelo ‘general’ Aécio Neves é mostrar que os governos Lula e Dilma levaram a empresa à bancarrota. Entretanto, se nos dermos ao trabalho de comparar a desastrosa gestão da Petrobras durante a gestão FHC/PSDB com os resultados obtidos por ela desde 2003, constataremos que a atual campanha da oposição não passa de cortina de fumaça para nova investida para a privatização da estatal. Tanto que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a defender essa medida, numa afronta à memória de seu tio, o general Felicíssimo Cardoso, um dos líderes da campanha pela criação da Petrobras.

O fato é que as ações de FHC/PSDB no poder mostram coerência do tucanato com o ideário privatista. Em 1994, ainda como ministro da Fazenda de Itamar Franco, ele manipulou a estrutura de preços dos derivados de petróleo de forma que, nos últimos seis meses que antecederam à implantação do Plano Real, a Petrobras teve aumentos de combustíveis 8% abaixo da inflação, enquanto que as distribuidoras tiveram aumentos 32% acima da inflação. Com isso, houve transferência do faturamento da Petrobras para o cartel das distribuidoras, cerca de US$ 3 bilhões anuais. Já como presidente, FHC pressionou a Petrobras para que ela assumisse os custos da construção do gasoduto Brasil-Bolívia, obra que beneficiava a [estadunidense] Enron e a Repsol [espanhola], donas das reservas de gás boliviano.

Ocorre que a taxa de retorno do gasoduto era 10% ao ano e o custo financeiro, 12%, mas a Petrobras foi obrigada a desviar recursos da Bacia de Campos – com taxa de retorno de 80% – para investir nesse empreendimento. A empresa também teve que assinar uma cláusula que a obrigava a pagar pelo gás boliviano mesmo que não o comprasse. Com isso, pagou por cerca de 10 milhões de metros cúbicos sem ter conseguido vendê-los.

Em 1998, o governo federal impediu a Petrobras de obter empréstimos no exterior, de emitir debêntures para a obtenção de recursos para novos investimentos. Ao mesmo tempo, FHC/PSDB criou o “Repetro” (regime aduaneiro especial), com isenção fiscal às empresas estrangeiras que importam equipamentos de pesquisa e lavra de petróleo, sem a devida contrapartida para as empresas nacionais. Com isso, cinco mil empresas brasileiras fornecedoras de equipamentos para a Petrobras quebraram, provocando desemprego e perda de tecnologia nacional.

Em 2000, o então presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, levou Pelé a Nova York para o lançamento de ações da Petrobras na Bolsa de Valores de Wall Street. O governo vendeu, então, 20% do capital total da estatal e, posteriormente, mais 16%, pelo valor total de [somente] US$ 5 bilhões. No mesmo ano, os tucanos privatizaram a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) por meio de troca de ativos com a Repsol argentina, do grupo Santander, braço do “Royal Scotland Bank Co”. Nessa transação, a Petrobras deu ativos no valor de US$ 500 milhões e recebeu ativos no valor de US$ 500 milhões. Soma zero? Não, porque os ativos da estatal brasileira eram avaliados em US$ 2 bilhões e os que ela recebeu passaram a valer US$ 170 milhões, em razão da crise financeira da Argentina. Nada simboliza melhor esse período nefasto do que o naufrágio da plataforma P-36, com 11 mortes e prejuízos de US$ 2 bilhões.

A privatização da Petrobras foi revertida pelos governos do PT, mas agora os demotucanos pensam ter encontrado o pretexto ideal para colocá-la novamente na agenda. Para desespero da oposição, os números representados pela estatal são a melhor arma contra a estratégia de desmoralização. A produção média mensal de petróleo na camada de pré-sal atingiu a marca [média] de 387 mil barris/dia, novo recorde [já alcançou marca de 428 mil barris/dia em 17 deste mês]. A estatal também bateu recorde de processamento de suas refinarias, com média de 2.151 mil barris de petróleo por dia. E também foi recorde a produção de diesel e gasolina com baixo teor de enxofre, com 24 milhões de barris de diesel e 14,8 milhões de barris de gasolina. Em relação ao gás natural, a Petrobras ultrapassou, pela primeira vez, a barreira dos 100 milhões de metros cúbicos por dia (101,1 milhões).”

FONTE: escrito por Claudio Puty, no site da “Fundação Mauricio Grabois* Claudio Puty é deputado federal (PT-PA) é vice-líder do governo no Congresso Nacional. Transcrito no “blog do Miro” (http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/04/a-estrategia-tucana-contra-petrobras.html#more). [Imagem do google e trechos entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política‘]


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VENEZUELA NA MIRA DOS AMERICANOS.

Venezuela é objetivo político-militar dos EUA, adverte economista.

 

O economista venezuelano Carlos Lazo afirmou nesta terça-feira (18) que o país da Revolução Bolivariana é um objetivo político e militar para o império estadunidense por ter a maior reserva petroleira do planeta. “Está clara a aliança da burguesia com o império na atual conjuntura que vive o país, obstinada a chegar ao poder e derrubar o governo de Nicolás Maduro para mudar a Constituição”, afirmou ele à emissora Venezuelana de Televisión.

 

Reprodução

De acordo com o economista venezuelano Carlos Lazo "ter em suas mãos a reserva petroleira é a única maneira de os EUA acumular ainda mais capital".De acordo com o economista venezuelano Carlos Lazo “ter em suas mãos a reserva petroleira é a única maneira de os EUA acumular ainda mais capital”.

Segundo Lazo, “ter em suas mãos a reserva petroleira é a única maneira para acumular ainda mais capital”, referindo-se aos objetivos norte-americanos e continuou dizendo que, para isso, “pagam os estudantes”. Ele destacou que o único objetivo dos EUA é “pôr as mãos” na reserva petroleira.

“A experiência demonstra que a burguesia no poder nunca fará nada pelo desenvolvimento integral do país. Jamais farão algo pelo avanço da indústria, da tecnologia”, reforçou Lazo. O economista acredita que ” a visão é a mesma de uma política neoclássica, a mesma de várias décadas atrás, com olhar de empresário e não de trabalhador”.

Leia também:
Opositor venezuelano concede entrevista infudamentada à TV Globo

De acordo com o especialista, isto implica em “um atraso quanto à produtividade interna, pois toda a tecnologia é importada, fenômeno que faz com que todos os produtos sejam mais caros”.

Para Lazo, “a política da Revolução Bolivariana é desenvolver o país de maneira integral, com políticas sociais e, simultaneamente, elevar a produtividade e a indústria nacional”.

Da redação do Vermelho,
Com informações da Prensa Latina


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PRODUÇÃO DE PETRÓLEO NO PRÉ-SAL APRESENTA RECORDES.

Pré-sal apresenta recordes consecutivos na produção de petróleo

 

A produção de petróleo na área do pré-sal começa a mostrar os primeiros sinais positivos, apesar da produção mais efetiva na área estar prevista apenas para 2017. O Brasil registrou em fevereiro o terceiro recorde consecutivo na produção nos campos do pré-sal. Com isso, se vê mais próximo de entrar no hall dos maiores exportadores de petróleo do mundo e de garantir mais qualidade à saúde e educação dos brasileiros, a partir do repasse de royalties para as duas áreas.

 

Produção média mensal de petróleo nas bacias de Santos e Campos atingiu recorde.Produção média mensal de petróleo nas bacias de Santos e Campos atingiu recorde.

Para especialistas, os resultados do pré-sal podem ainda melhorar as condições da Petrobras e aliviar a pressão que sofre a balança comercial brasileira, em uma tendência de melhorias constantes.

A produção média mensal de petróleo dos campos localizados no pré-sal, nas bacias de Santos e Campos, atingiu, em fevereiro, a média mensal recorde de 385 mil bopd, 7,5% acima do recorde anterior, registrado em janeiro (358 mil bopd). No dia 27, foi batido o recorde diário de extração do pré-sal, com 412 mil bopd.

Em fevereiro, entrou em operação no campo de Sapinhoá, no pré-sal da Bacia de Santos, o primeiro poço interligado a uma boia de sustentação de riser (BSR), o SPS-77, ligado ao FPSO Cidade de São Paulo. O poço, de acordo com a Petrobras, vem apresentando excelente desempenho, o que faz dele o melhor poço produtor do Brasil neste momento. Ele contribuiu para os recordes mensal e diário em fevereiro, com produção de aproximadamente 36 mil barris de óleo por dia.

Outras três BSRs serão instaladas ainda no primeiro semestre deste ano, e possibilitarão a continuidade do crescimento da produção da camada pré-sal por meio da interligação de oito novos poços produtores nos FPSOs Cidade de São Paulo e Cidade de Paraty. Dessa forma, a capacidade máxima de produção e processamento dessas unidades será alcançada até o terceiro trimestre do ano.

Luciano Losekann, professor e chefe do Departamento de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), destaca que esses resultados iniciais são positivos, e que a tendência é que isso ocorra com frequência, já que a produção mais efetiva vai ocorrer no futuro, principalmente a partir de 2017.

A tendência é experimentar um crescimento forte nos próximos anos

“A gente teve uma expectativa com a descoberta do pré-sal que era muito otimista, em 2008, 2009, que deu origem a um plano estratégico muito otimista, mas que foi revisto. Com isso, hoje temos uma expectativa de aumento da produção de petróleo no Brasil que é mais factível. O plano da Petrobras, que é mais ou menos o número que o governo e outras instituições trabalham, coloca que a produção deve crescer a partir deste ano, com a expectativa de chegar a cinco milhões de barris por dia até 2020”, explica Losekann, que reforça que os resultados foram pouco expressivos nos últimos anos, mas que “a tendência é experimentar um crescimento forte nos próximos anos”.

Adilson de Oliveira, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por sua vez, reforça que os resultados da produção do pré-sal são positivos primeiro para a própria Petrobras, pois melhora o seu fluxo de caixa em um momento de pressão nos preços do petróleo. Beneficia também a balança comercial, que tem enfrentado dificuldades. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio informou nesta terça-feira (1°) que a balança comercial brasileira registrou um déficit de US$ 6,07 bilhões no primeiro trimestre do ano, o pior resultado em 21 anos. Em igual período do ano passado, o saldo ficou deficitário em US$ 5,15 bilhões.

“A situação só tende a melhorar. Os resultados positivos terão um efeito na balança comercial, seguido pelo incremento da questão dos royalties para saúde e educação. Se o governo usar adequadamente esses recursos, vários problemas que nós temos agora podem ser resolvidos. Na ocupação da Maré, no Rio, por exemplo, existe a necessidade de investir também nas condições sociais, não basta apenas ocupar. Se o governo usar os recursos adequadamente, o pré-sal pode ser muito positivo”, acredita Oliveira.

Leilão do pré-sal era urgente para o país

A primeira licitação do pré-sal em outubro gerou polêmica sobre a eficiência do modelo adotado pelo governo brasileiro. No entanto, para economistas, o processo foi de extrema importância para o país e ainda reflete a urgência da exploração do petróleo, levando em conta que esta fonte de energia pode não ser tão interessante nas próximas décadas. A entrada do país no hall de grandes exportadores e exploradores de petróleo é essencial para o desenvolvimento, apontam, com benefícios em diferentes esferas, como saúde e educação, e ainda incentivo a maiores investimentos em inovação e tecnologia.

Como ressaltou o economista Heron do Carmo, professor da Universidade de São Paulo (USP), na ocasião, a realidade brasileira é diferente da de outros grandes exploradores de petróleo, que não melhoraram a condição de vida da população apesar da grande oferta de petróleo. O fato do Brasil ter uma estrutura econômica mais bem estruturada, disse, permite que o país resolva deficiências históricas com a exploração do pré-sal. Para ele, o processo deve favorecer o desenvolvimento tecnológico do país, entre outras mudanças, como redução da carga tributária.

“Primeiro, foi boa sorte nós termos achado petróleo no pré-sal, assim como ocorreu com a Bacia de Campos nos anos 1970. Ficou comum dizer que o Brasil não tinha para onde crescer porque faltava um recurso natural essencial, que era petróleo. No calor do momento, muitos discutem a melhor forma de explorar essa riqueza, há especialistas que defendem a concessão, outros a partilha, ainda teve a questão da participação das chinesas e se seria melhor se a Petrobras explorasse sozinha. Mas o importante é explorar o recurso. Há a possibilidade de acontecer com o petróleo o mesmo que aconteceu com o carvão. Se não explorarmos agora, isso pode restringir nossa possibilidade de crescimento econômico a médio e curto prazo”, declarou Heron.

Para Heron, é necessário acabar com a restrição atual, já que o que produzimos “mal dá” para o consumo interno. A produção do pré-sal será suficiente para atender ao mercado interno e o externo. “Os fundos do petróleo serão destinados à educação e à saúde. Com maior crescimento da economia brasileira, aumenta a arrecadação do setor público, o que pode favorecer até uma redução da carga tributária ou mudança para uma mais eficiente, sem que haja redução do volume de recursos à disposição do setor público, que é educação, saúde, segurança pública, saneamento, mobilidade urbana. A exploração do pré-sal pode contribuir para promoção do desenvolvimento econômico e social”.

Fonte: Jornal do Brasil


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VENEZUELA NA MIRA DOS AMERICANOS.

Venezuela é objetivo político-militar dos EUA, adverte economista

 

O economista venezuelano Carlos Lazo afirmou  que o país da Revolução Bolivariana é um objetivo político e militar para o império estadunidense por ter a maior reserva petroleira do planeta. “Está clara a aliança da burguesia com o império na atual conjuntura que vive o país, obstinada a chegar ao poder e derrubar o governo de Nicolás Maduro para mudar a Constituição”, afirmou ele à emissora Venezuelana de Televisión.

 

Reprodução

De acordo com o economista venezuelano Carlos Lazo "ter em suas mãos a reserva petroleira é a única maneira de os EUA acumular ainda mais capital".De acordo com o economista venezuelano Carlos Lazo “ter em suas mãos a reserva petroleira é a única maneira de os EUA acumular ainda mais capital”.

Segundo Lazo, “ter em suas mãos a reserva petroleira é a única maneira para acumular ainda mais capital”, referindo-se aos objetivos norte-americanos e continuou dizendo que, para isso, “pagam os estudantes”. Ele destacou que o único objetivo dos EUA é “pôr as mãos” na reserva petroleira.

“A experiência demonstra que a burguesia no poder nunca fará nada pelo desenvolvimento integral do país. Jamais farão algo pelo avanço da indústria, da tecnologia”, reforçou Lazo. O economista acredita que ” a visão é a mesma de uma política neoclássica, a mesma de várias décadas atrás, com olhar de empresário e não de trabalhador”.

De acordo com o especialista, isto implica em “um atraso quanto à produtividade interna, pois toda a tecnologia é importada, fenômeno que faz com que todos os produtos sejam mais caros”.

Para Lazo, “a política da Revolução Bolivariana é desenvolver o país de maneira integral, com políticas sociais e, simultaneamente, elevar a produtividade e a indústria nacional”.

Da redação do Vermelho,
Com informações da Prensa Latina


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CONFLITO NA UCRÂNIA INFLUENCIA O PREÇO DO PETRÓLEO.

Conflito na Ucrânia continua influenciando preço do petróleo

 

O preço do petróleo Brent, referência para a Europa, foi vendido a US$ 109,88 o barril, enquanto se manteve em seu nível máximo nas últimas semanas pela influência do conflito ucraniano no mercado internacional.

Por sua vez, o petróleo Texas dos Estados Unidos foi comercializado na abertura das operações financeiras a US$ 101,34.

Já a cesta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo atingiu os US$ 105,20.

Uma escalada das tensões entre a Rússia e o Ocidente por conta da Ucrânia ameaçam uma interrupção no fornecimento de petróleo e gás ao bloco europeu.

O petróleo também foi pressionado por um comunicado do governo dos Estados Unidos que mostrou um alta da quantidade que os produtores estadunidenses podem colocar no mercado imediatamente.

A Administração de Informação de Energia da Casa Branca informou que o superávit global da capacidade de produção petroleira aumentou em 200 mil barris por dia nos últimos dois meses.

As notícias da Líbia também mantiveram o preço, com a informações de que os portos petroleiros poderiam permanecer fechados mais tempo do que o previsto.

Fonte: Prensa Latina


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CPI DA PETROBRAS.

CPI da Petrobras: o direito é a política

 
Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

“Eu vou contar uma coisa pra vocês de coração. O PT eu espero que tenha aprendido a lição do que significou a CPI do mensalão. Eu espero que tenha aprendido a lição, porque essa CPI, ela deixou marcas profundas nas entranhas do PT. Ou seja, se o PT tivesse feito o debate político no momento que tinha que fazer o debate político, e não ficasse esperando uma solução jurídica, possivelmente a história fosse outra, né?”

Este pedacinho da entrevista que Lula nos deu, aos blogueiros, deveria estar fazendo eco na cabeça dos dirigentes do PT e do Governo, neste momento.

A decisão da Ministra Rosa Weber de restringir a CPI à Petrobras, deixando de fora os trens da CTPM e do Metrô paulista, a rigor, não surpreende.

É apenas mais um capítulo no adonamento que o Supremo vem fazendo da República, que há muito deixou de ser composta de poderes independentes.

A decisão é tão insólita quanto insólita foi a estratégia de requerer a “CPI ampla”.

A CPI da Petrobras tem de ser enfrentada politicamente, não com um discurso “técnico”, porque não são técnicos os motivos que levam a toda esta onda.

A questão de Pasadena, creio, já ficou esvaziada. Agora, a estratégia será a de colocar sob suspeita cada um dos milhares de contratos e negócios que a Petrobras, pelo seu porte, tem de fazer.

O papel, é claro, aceita tudo. O papel dos nossos jornais, então, aceita mais ainda.

Na base das explicações técnicas ou de longas e enfadonhas notas técnicas nos jornais – embora contendo muitas informações úteis a quem quer analisar as denúncias com mais profundidade – a Petrobras só vai entupir a mídia de dinheiro sem qualquer efeito sobre a opinião pública.

A chave da comunicação é mostrar o problema como realmente sabemos que o problema é: o controle nacional sobre as imensas jazidas do pré-sal.

O ataque à Petrobras é apenas um meio, porque o que está se atacando, de fato, é este controle.

O comercial, finalmente, lançado pela empresa, avança neste caminho.

Mas ainda é pouco.

A mensagem deve ser mais clara, direta.

Petróleo brasileiro para os brasileiros.


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PETROBRAS – Vai perder essa chance?

 

MÍDIA – A Petrobras e o mau jornalismo.

 

Petrobras tem chance histórica de aplicar corretivo no mau jornalismo

Imagine o Jornal Nacional passar alguns dias tendo de ler direito de reposta após direito de resposta. Seria a desmoralização da qualidade do jornalismo dos veículos de imprensa que tiveram má conduta
por Helena Sthephanowitz publicado 23/04/2014 11:46, última modificação 23/04/2014 12:09
 
 
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Ataques da oposição e da mídia à Petrobras, injustamente, deveriam receber resposta adequada do governo
Quando a esmola é demais, o santo desconfia, já dizia minha avó. No caso da Petrobras, a esmola demais é o quase silêncio do governo federal durante semanas diante de ataques à imagem da empresa, usando a compra da refinaria de Pasadena e outros casos que “não pegaram”.
Só duas coisas poderiam explicar essa conduta. A primeira seria a tranquilidade do conhecimento do terreno onde pisa. A oposição estaria escolhendo lutar em um terreno favorável à gestão da empresa e ao próprio governo. Seria mais ou menos como atrair tropas para emboscadas, no caso de guerras.
A oposição avança sobre a Petrobras, mas a empresa vive um ano particularmente bom, quebrando recordes após recordes de produção. Até mesmo um relatório final de uma auditoria interna de 45 dias sobre todo o processo de compra da Refinaria de Pasadena pode se revelar favorável às decisões tomadas pela empresa.
Neste caso a oposição avança muito agora, mas estaria avançando em uma areia movediça, que a levaria a afundar nos próximos meses. Justamente no período eleitoral mais quente, as denúncias de irregularidades estariam esvaziadas, pelo menos em parte, seja pela improcedência, seja pela punição de eventuais responsáveis, e a empresa estará apresentando resultados robustos dos investimentos, o que desmentirá as críticas à gestão. O que restará à oposição dizer? Que aumentará a gasolina em obediência à mão invisível do mercado internacional?
A segunda explicação seria aplicar uma espécie de corretivo exemplar ao mau jornalismo, que não espera apurar informações e já faz seus “testes de hipóteses”, pré-condenando negócios e pessoas com base em boatos. Esse corretivo viria através do departamento jurídico da empresa exigindo direito de resposta à altura dos ataques recebidos.
Imagine o Jornal Nacional da TV Globo passar alguns dias tendo que ler direito de reposta após direito de resposta. Imagine as revistas terem de ceder toda semana páginas e mais páginas para a publicação de desmentidos de reportagens erradas de edições passadas. Imagine o mesmo com os jornais. Seria a própria desmoralização da qualidade do jornalismo dos veículos de imprensa que tiveram má conduta.
Pois a Petrobras está com esta chance histórica nas mãos. De onde veio a lorota repetida centenas de vezes de que a refinaria de Pasadena custou apenas US$ 42,5 milhões um ano antes da Petrobras entrar no negócio? Hoje se sabe com certeza que custou pelo menos US$ 360 milhões, comprovados em balanços oficiais.
Todas as reportagens que espalharam a informação falsa, sem qualquer apuração séria, são motivo de sobra e irrefutável para exigir direito de resposta. Se a mentira foi repetida dez vezes no mesmo telejornal, a Petrobras deve exigir dez direitos de resposta. Se usaram infográficos para mentir de forma mais didática, o direito de resposta deve usar infográfico também para desmentir.
No último dia 17 a empresa Astromarítima Navegação ganhou um direito de resposta de 50 segundos no Jornal Nacional. O telejornal havia feito matéria antes, no dia 14, induzindo o telespectador a entender que o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto da Costa, cobraria comissão da empresa por contratos com a Petrobras. No dia 17, o apresentador Heraldo Pereira teve que ler o desmentido: “A empresa Astromarítima procurou o Jornal Nacional para mostrar o contrato de busca por novos investidores – que nada tem a ver com os contratos que a empresa tem com a Petrobras”.
A Astromarítima, segundo o noticiário, tem contratos de fretamento de embarcações no valor de quase meio bilhão de reais. É uma empresa de grande porte que atua desde a década de 80, tendo a Petrobras como um de seus principais clientes. A própria TV Globo deve ter sentido o cheiro do preço que um processo por danos poderia acarretar se não provasse as ilações veiculadas.
Pois a Petrobras tem uma marca e uma imagem de muito mais valor do que a Astromarítima, e nada justifica que não exerça seu direito de resposta. É provável que a própria TV Globo e outros veículos de imprensa ofereçam alguns segundos à Petrobras para o desmentido de informações comprovadamente falsas, sem disputa judicial. Mas isso não seria suficiente para reparar os danos.
A Petrobras deve exigir direito de resposta proporcional aos danos causados à sua marca e à sua imagem. Se os veículos de imprensa não concederem amigavelmente, deve exigir na Justiça. Se isso ocorrer, como processos judiciais às vezes demoram anos, a Petrobras bem que poderia fazer um jornalzinho para distribuir nos postos do tipo “verdades e mentiras”, mostrando reportagens falsas publicadas por aí e os fatos reais que as desmentem. Inclusive explicar que o jornal está sendo distribuído porque as TVs, jornais e revistas não deram direito de resposta. É claro que versões para internet adequadas às redes sociais também devem ser produzidas.
Em 2009, quando a empresa foi atacada pela oposição, rebateu com o Blog Fatos e Dados. Desta vez, só tardiamente este blog passou a rebater informações que atingem a empresa e, mesmo assim, de forma mais tímida. Dessa vez, para fazer do limão a limonada, só direitos de resposta exemplares resolvem.
A Petrobras está com uma chance histórica nas mãos de combater o mau jornalismo que a atingiu. Vai perder?


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O QUE DESEJA A OPOSIÇÃO, E ELA NÃO ESTÁ SOZINHA.

 Até as eleições a oposição vai usar a CPI para tentar desqualificar a Dilma e, por tabela, o PT.

Tudo isso faz parte da luta eleitoral.

Quem não tem propostas nem bandeiras, parte para atingir seu adversário, nada de novo, ainda mais quando tem o monopólio da mídia a seu favor como também parte do judiciário.

 

 

O que a oposição quer é o mesmo que os Estados Unidos e as grandes corporações: a privatização da Petrobras

 

O mundo vive hoje a chamada guerra de quarta geração, que se desenvolve não nos campos de batalha mas na cabeça e no coração das pessoas. A mídia corporativa é o braço avançado dessa guerra na luta para o Brasil voltar a se encaixar na ordem capitaneada pelos Estados Unidos.

O presidente da Venezuela Hugo Chávez conheceu essa força em 2002, quando foi derrubado do poder por um golpe idealizado, forjado, trabalhado, incitado e comandado pela mídia corporativa de lá, liderada pela cadeia RCTV (a RGTV de lá, à época).

A batalha da comunicação se desenrola como um roteiro cinematográfico, onde os lados opostos vão criando seus personagens, tramas, subtramas, com o objetivo de conseguir chegar ao seu final feliz.

Por serem governo e oposição, é claro, o final feliz de um é a desgraça do outro, como experimenta agora a oposição quase esfacelada com o impressionante sucesso do governo do presidente Lula.

Grosso modo, a história que o governo pretende contar está resumida no discurso de posse da presidenta Dilma (que pode ser lido na íntegra aqui). É uma história de continuidade em relação ao govermo anterior, mas também de avanço e com um eixo central:

A luta mais obstinada do meu governo será pela erradicação da pobreza extrema e a criação de oportunidades para todos.

Já a história que a oposição – há tempos subsidiada, mas hoje assumidamente liderada pela mídia corporativa – quer contar é a seguinte: Este é um governo demagógico, que se vale de bolsas e transferência de renda para vagabundos, numa compra indireta de votos; é um governo de petralhas, de cumpanheros enriquecendo como nunca; uma república sindicalista, com bolsa de estudo para pobre, tudo para os pobres, com o objetivo de continuar vencendo as eleições e poderem roubar ainda mais.

Já tentaram o golpe em 2005, com o mensalão. Em 2006, levaram a eleição para o segundo turno com o episódio da foto do dinheiro feita pelo delegado Bruno. Agora em 2010, a guerra do aborto, o episódio ridículo da bolinha de papel, o jogo sujo da ficha falsa de Dilma na primeira página da Folha.

Perderam mais uma vez. Mas, aos pouquinhos, na timeline da comunicação, vão construindo seu roteiro, deixando registrados os papéis que querem destinar ao governo: corrupto, antidemocrático, defensor da censura, populista.

No início do governo Dilma, voltaram ao ataque com o episódio Palocci. O ministro caiu. E aí, nada mudou? Mudou sim. Fica na mente das pessoas mais uma vez a mancha de que esse governo esconde coisas, de que há corrupção. Até tapioca eles já usaram para colar essa marca. Porque o importante para eles é continuarem montando seu roteiro.

Agora, no julgamento do tal mensalão, o jogo bruto da mídia corporativa recrudesceu. Colocaram a faca no pescoço do STF, que julga de acordo com o cronograma, a pauta e as direções apontadas pelo exército midiático.

Por isso, nada adianta fazermos o saneamento básico, levar educação e saúde de qualidade, diminuir desigualdades, combater a miséria, se não soubermos também comunicar o que estamos fazendo.

O presidente Lula sozinho conseguia fazer isso em seu governo. Por causa de seu carisma pessoal, de sua história de vida. Por causa das inúmeras campanhas majoritárias que disputou antes de vencer em 2002.

Lula talvez conheça o Brasil como ninguém (“nunca dantes”). Talvez tenha ido a mais municípios brasileiros que qualquer outro cidadão. A ponto de o povo mais humilde se identificar com ele e ver na sua luta e luta de cada um deles.

Além do mais, Lula foi um sindicalista, um líder metalúrgico. Tem liderança reconhecida na classe trabalhadora organizada.

A presidenta Dilma não tem essas características.

Por isso, o outro grande movimento da oposição é afastar os dois e fazer o povo esquecer que Lula é Dilma e Dilma é Lula. Se na mente das pessoas eles estiverem separados, nem Lula conseguirá uni-los novamente.

Enquanto pudermos continuar crescendo, gerando empregos e desenvolvimento social, eles terão dificuldades. Mas, tudo isso tem um gargalo. E há ainda a crise mundial, que, longe de ter passado, volta a se agravar.

Por isso a comunicação tem que ganhar a importância que parece ainda não ter nesse governo. Porque a comunicação democrática, o livre fluxo da informação, é um direito humano tão importante quanto o acesso à educação e à saúde.

Porque, como eu já escrevi aqui em O poder dos cartéis midiáticos não permite a informação livre e põe em risco a democracia no Brasil:

A implantação urgentíssima do PNBL e a consequente Ley de Medios são lutas que podem impedir que o país retroceda e acabe, por blablablás lacerdistas, nas mãos de quem vai entregar a Petrobras e nossas riquezas, na próxima oportunidade.


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A PETROBRAS E O MAU JORNALISMO.

 

 

Petrobras tem chance histórica de aplicar corretivo no mau jornalismo

Imagine o Jornal Nacional passar alguns dias tendo de ler direito de reposta após direito de resposta. Seria a desmoralização da qualidade do jornalismo dos veículos de imprensa que tiveram má conduta.
 
por Helena Sthephanowitz

refinaria-de-petroleo-2a7dd.jpg

Ataques da oposição e da mídia à Petrobras, injustamente, deveriam receber resposta adequada do governo

Quando a esmola é demais, o santo desconfia, já dizia minha avó. No caso da Petrobras, a esmola demais é o quase silêncio do governo federal durante semanas diante de ataques à imagem da empresa, usando a compra da refinaria de Pasadena e outros casos que “não pegaram”.

Só duas coisas poderiam explicar essa conduta. A primeira seria a tranquilidade do conhecimento do terreno onde pisa. A oposição estaria escolhendo lutar em um terreno favorável à gestão da empresa e ao próprio governo. Seria mais ou menos como atrair tropas para emboscadas, no caso de guerras.

A oposição avança sobre a Petrobras, mas a empresa vive um ano particularmente bom, quebrando recordes após recordes de produção. Até mesmo um relatório final de uma auditoria interna de 45 dias sobre todo o processo de compra da Refinaria de Pasadena pode se revelar favorável às decisões tomadas pela empresa.

Neste caso a oposição avança muito agora, mas estaria avançando em uma areia movediça, que a levaria a afundar nos próximos meses. Justamente no período eleitoral mais quente, as denúncias de irregularidades estariam esvaziadas, pelo menos em parte, seja pela improcedência, seja pela punição de eventuais responsáveis, e a empresa estará apresentando resultados robustos dos investimentos, o que desmentirá as críticas à gestão. O que restará à oposição dizer? Que aumentará a gasolina em obediência à mão invisível do mercado internacional?

A segunda explicação seria aplicar uma espécie de corretivo exemplar ao mau jornalismo, que não espera apurar informações e já faz seus “testes de hipóteses”, pré-condenando negócios e pessoas com base em boatos. Esse corretivo viria através do departamento jurídico da empresa exigindo direito de resposta à altura dos ataques recebidos.

Imagine o Jornal Nacional da TV Globo passar alguns dias tendo que ler direito de reposta após direito de resposta. Imagine as revistas terem de ceder toda semana páginas e mais páginas para a publicação de desmentidos de reportagens erradas de edições passadas. Imagine o mesmo com os jornais. Seria a própria desmoralização da qualidade do jornalismo dos veículos de imprensa que tiveram má conduta.

Pois a Petrobras está com esta chance histórica nas mãos. De onde veio a lorota repetida centenas de vezes de que a refinaria de Pasadena custou apenas US$ 42,5 milhões um ano antes da Petrobras entrar no negócio? Hoje se sabe com certeza que custou pelo menos US$ 360 milhões, comprovados em balanços oficiais.

Todas as reportagens que espalharam a informação falsa, sem qualquer apuração séria, são motivo de sobra e irrefutável para exigir direito de resposta. Se a mentira foi repetida dez vezes no mesmo telejornal, a Petrobras deve exigir dez direitos de resposta. Se usaram infográficos para mentir de forma mais didática, o direito de resposta deve usar infográfico também para desmentir.

No último dia 17 a empresa Astromarítima Navegação ganhou um direito de resposta de 50 segundos no Jornal Nacional. O telejornal havia feito matéria antes, no dia 14, induzindo o telespectador a entender que o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto da Costa, cobraria comissão da empresa por contratos com a Petrobras. No dia 17, o apresentador Heraldo Pereira teve que ler o desmentido: “A empresa Astromarítima procurou o Jornal Nacional para mostrar o contrato de busca por novos investidores – que nada tem a ver com os contratos que a empresa tem com a Petrobras”.

A Astromarítima, segundo o noticiário, tem contratos de fretamento de embarcações no valor de quase meio bilhão de reais. É uma empresa de grande porte que atua desde a década de 80, tendo a Petrobras como um de seus principais clientes. A própria TV Globo deve ter sentido o cheiro do preço que um processo por danos poderia acarretar se não provasse as ilações veiculadas.

Pois a Petrobras tem uma marca e uma imagem de muito mais valor do que a Astromarítima, e nada justifica que não exerça seu direito de resposta. É provável que a própria TV Globo e outros veículos de imprensa ofereçam alguns segundos à Petrobras para o desmentido de informações comprovadamente falsas, sem disputa judicial. Mas isso não seria suficiente para reparar os danos.

A Petrobras deve exigir direito de resposta proporcional aos danos causados à sua marca e à sua imagem. Se os veículos de imprensa não concederem amigavelmente, deve exigir na Justiça. Se isso ocorrer, como processos judiciais às vezes demoram anos, a Petrobras bem que poderia fazer um jornalzinho para distribuir nos postos do tipo “verdades e mentiras”, mostrando reportagens falsas publicadas por aí e os fatos reais que as desmentem. Inclusive explicar que o jornal está sendo distribuído porque as TVs, jornais e revistas não deram direito de resposta. É claro que versões para internet adequadas às redes sociais também devem ser produzidas.

Em 2009, quando a empresa foi atacada pela oposição, rebateu com o Blog Fatos e Dados. Desta vez, só tardiamente este blog passou a rebater informações que atingem a empresa e, mesmo assim, de forma mais tímida. Dessa vez, para fazer do limão a limonada, só direitos de resposta exemplares resolvem.

A Petrobras está com uma chance histórica nas mãos de combater o mau jornalismo que a atingiu. Vai perder?