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DELENDA PETROBRAS

Delenda Petrobras, Cui Prodest? Autor(es): Por Jorge Simino

Valor Econômico –
 
Delenda Cartago! Repetia sempre o senador Catão em Roma. A quem interessava a destruição de Cartago? A Roma, evidentemente, por conta da disputa do controle do mar Mediterrâneo (entre outras coisas) que os romanos chamavam, modestamente, de “mare nostrum”.
Antes de prosseguir o autor esclarece que o “delenda” do título tem sentido hiperbólico, ou seja, é uma figura de linguagem na qual o exagero tem a função de ênfase e no caso específico confere um toque de dramaticidade ao texto (ainda que, como veremos nos números adiante, a situação da empresa seja dramática “de facto”).
A diferença entre os preços internos e externos de gasolina e diesel giram ao redor de 25% e 22%, respectivamente, lembrando que estes dois produtos representam 65% da receita da empresa. Essa diferença em termos absolutos representa ao redor de R$ 0,40 por litro para cada produto (sem contar os números de frete e seguro porque estamos a tratar de importações).
Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, as importações no primeiro semestre deste ano foram em média de 30,5 milhões de litros por dia no caso do diesel e 13,4 milhões de litros por dia no caso da gasolina. Mas atenção: houve dispersão trimestral nessas médias. No primeiro trimestre, a média diária no caso do diesel foi de 28 milhões de litros e no segundo trimestre foi de 33,2 milhões de litros; no caso da gasolina, no primeiro trimestre a média diária foi de 18,1 milhões de litros e no segundo trimestre foi de 8,7 milhões de litros. A simples multiplicação da diferença de preço pelo volume importado indica a dramaticidade da situação.
É óbvio que a situação não interessa ao corpo de colaboradores da empresa, cuja competência está subscrita na própria história da companhia, tampouco interessa aos seus fornecedores e menos ainda aos seus credores e acionistas minoritários.
Por eliminação se chega ao acionista controlador – a União -, cujo interesse ao não permitir o ajuste dos preços internos de gasolina e diesel seria obter uma ferramenta complementar no controle da evolução dos índices de inflação. Considerando as diferenças acima e o peso dos itens no IPCA, se poderia dizer que existe uma “economia” de 0,8% no horizonte de um ano no IPCA e, por extensão, uma “economia” nos juros básicos da ordem de 1% a 1,5% (pelos cálculos de um grande economista, que tenho o privilégio de conhecer, cada ponto da Selic custa ao redor de R$ 12 bilhões por ano).
Mas aqui creio que seja válido perguntar: e o que se perde (perderia) ao tomar tal decisão? Segue um mero exercício de um possível conjunto de “perdas”.
Primeiro, se perde um tanto de credibilidade porque esse recurso (não ajustar os preços dos combustíveis) já foi usado num passado recente (quando a conta petróleo – a jabuticaba contábil – absorvia a diferença de preço entre o petróleo importado e o preço contábil determinado pelo Conselho Nacional de Petróleo) e isso nunca funcionou! Simplesmente os preços ficam represados e em algum momento o ajuste tem que ser feito. Ponto.
Segundo, fica distorcida a matriz de preços relativos, especialmente no que concerne aos insumos de energia, e com isso há ineficiência na alocação de recursos da economia.
Poder-se-ia dizer que essas considerações são meramente subjetivas, difíceis de mensurar et cetera e tal. Sendo assim vamos tentar abordar algumas variáveis estritamente quantitativas.
Primeiro, as exportações perderam 255 mil barris/dia de petróleo e derivados, em relação ao primeiro semestre de 2012, devido à queda da produção da Petrobras e ao maior volume de processamento nas refinarias (ver o informe de resultado do primeiro semestre da empresa na página 15). Consultando a planilha de exportação divulgada pela Secex (onde a Petrobras não representa 100% do total, mas grande parte dele), a “conta” foi uma redução de U$$ 6,0 bilhões somente em petróleo bruto.
Decorre do parágrafo anterior que o resultado da balança comercial seria maior, o déficit em transações menor, o que certamente ajudaria na percepção de risco da evolução futura do balanço de pagamento (o valor disso, creio, dispensa comentários).
Segundo, tivesse a empresa seus preços corrigidos, o seu resultado líquido seria muito maior e sua capacidade de pagamento de dividendos idem. Apenas como exemplo, em 2009, quando os preços estavam favoráveis à empresa, a União recebeu R$ 5,33 bilhões de dividendos; já em 2012, quando o quadro ainda não era tão grave, a empresa recolheu aos cofres do Tesouro Nacional R$ 1,9 bilhão. Em outras palavras, a contribuição dos dividendos da empresa para a apuração do superávit primário seria maior (e sem operações contábeis imaginativas, ainda que absolutamente legais). De novo aqui haveria uma contribuição para uma menor percepção de risco (e de novo isto dispensa maiores comentários). Observe-se que haveria melhora de percepção tanto na parte fiscal quanto nas contas externas.
Com este exercício breve, com uma visão um pouco mais ampla, a dúvida do título, angustiante e triste, seja em latim ou em português permanece: a quem interessa?
Jorge Simino é diretor de investimentos da Fundação Cesp


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EMPRESAS DE ENERGIA LUCRAM COM O DERRETIMENTO DO ÁRTICO.

Empresas de energia lucram com o derretimento do Ártico

A calota de gelo polar está derretendo. Se os executivos da empresa russa de energia Novatek se sentem culpados por lucrar com a situação, isso não transparece ao público.
Desta costa fria no oceano Ártico, onde a Novatek possui enormes depósitos de gás natural, um trecho com milhares de quilômetros de águas sem gelo leva à China. A empresa pretende transportar o gás diretamente para lá.
“Se nós não vendermos o combustível, alguém o fará”, declarou em junho Mikhail Lozovoi, porta-voz da Novatek, dando de ombros.
A Novatek, em parceria com a empresa francesa de energia Total e a China National Petroleum Corp., está construindo uma usina de gás natural liquefeito de US$ 20 bilhões na costa da Rússia no Ártico. Trata-se de um dos primeiros grandes projetos de energia que se aproveitam do descongelamento do Ártico no verão, causado pelo aquecimento global.
A usina, chamada Yamal LNG, enviará gás para a Ásia ao longo da faixa marítima conhecida como Passagem do Nordeste, aberta para transportes nacionais regulares há apenas quatro anos.
“Essa situação é uma realidade e, comercialmente, a nova rota reduz custos”, argumentou Emily Stromquist, analista de energia global do Eurasia Group, numa entrevista por telefone.
Devido à melhoria das condições do gelo e a novos projetos de cascos para embarcações, os petroleiros nem mesmo precisarão de quebra-gelos de propulsão nuclear para abrir caminho -como ocorre atualmente-, exceto nos estreitos mais ao norte.
A alternativa da Novatek foi prolongar o gasoduto de gás natural que vai até a Europa por centenas de quilômetros de tundra, com alto custo.
Este não é o primeiro empreendimento ártico a usar faixas marítimas “recém-liberadas”. A decisão de abrir o oceano Ártico para a perfuração passou no parlamento russo em 2008, como emenda a uma lei sobre recursos abaixo do solo.
A Exxon e a Rosneft, companhia estatal de petróleo russa, já estão num empreendimento conjunto para perfurar o mar de Kara e, em junho, concordaram em expandir suas operações para sete novos blocos de exploração no Ártico. Catorze poços estão nos planos.
Com esses empreendimentos, a Exxon se colocou na vanguarda das companhias de petróleo que exploram oportunidades comerciais do aquecimento global.
Na Rússia, a empresa de mineração Norilsk agora pode transportar níquel e cobre pelo oceano Ártico sem fretar navios quebra-gelo, economizando milhões para os acionistas. A Noruega também está perfurando em águas do Ártico, mas tem menos território para explorar. A Tschudi, empresa norueguesa de transporte, comprou e reabriu uma mina ociosa de ferro no norte da Noruega -para enviar minério à China pela rota do norte.
No noroeste do Alasca, a mina de chumbo e zinco Red Dog transporta seu minério pelo estreito de Bering, que está menos entupido de gelo do que nas últimas décadas.
A novidade no projeto da Novatek é um plano de negócios que se apoia explicitamente na passagem do Nordeste.
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A empresa alemã de transportes Beluga realizou o primeiro transporte comercial internacional em 2009. O primeiro carregamento de combustível, uma carga de gás condensado com destino à China, fez o percurso em 2010. No verão passado, apenas três anos após a primeira passagem, 50 navios cruzaram acima da Rússia, incluindo oito petroleiros fretados pela Novatek.
Se a Rússia conseguir transportar grandes volumes de gás para a Ásia, isso poderá afetar os mercados asiáticos e atrapalhar os planos de construção de terminais de exportação de gás natural liquefeito no golfo do México. EUA e Rússia são os dois maiores produtores mundiais de gás.
A Novatek vem testando modelos comerciais para complementar a nova rota de transporte. Para cumprir contratos no inverno, quando a rota do norte é mais arriscada, a empresa pode enviar gás para o oeste pelo norte da Rússia e então ao redor da Europa, pelo canal de Suez.
Ela também negociou com o Qatar, importante exportador de gás natural no Oriente Médio, por uma troca para economizar combustível e tempo dos navios petroleiros: o Qatar atenderia os contratos asiáticos da Novatek durante o inverno, enquanto a Novatek cumpriria os contratos do Qatar com clientes europeus durante esses meses.
A empresa pretende abrir a usina do Ártico até 2016. Ela já solicitou propostas para dois petroleiros com proteção contra o gelo, que conseguiriam navegar as faixas marítimas em direção à China durante sete meses por ano -e as rotas para o oeste o ano todo.
Ela diz ter dominado a construção no extremo norte, onde os russos trabalham principalmente durante a fria noite polar do inverno -quando a tundra é mais acessível a equipamentos pesados.
A empresa, segundo Lozovoi, está atenta em relação a estudos sobre o clima no Ártico.
Ele afirmou que, graças a especificações de engenharia inseridas nos projetos dos navios, “mesmo se o clima voltar a esfriar e o gelo ficar mais grosso, continuaremos ganhando dinheiro”.
Fonte: The New York Times


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PETROBAS – VENDA DE ATIVOS

PETROBRAS
Venda de Ativos no Valor de US$ 2,1 bilhões

A Petrobras informa que seu Conselho de Administração, em reunião realizada hoje (16/8), aprovou as seguintes operações de venda de ativos que totalizam US$ 2,1 bilhões:
1. Alienação de 100% das ações de emissão da Petroquímica Innova S.A. (Innova) para a Videolar S.A. e seu acionista majoritário, pelo valor de R$ 870 milhões (US$ 372 milhões1), com a assunção, pelos compradores, de aproximadamente R$ 23 milhões em dívidas.
A operação será submetida à deliberação da Assembleia Geral Extraordinária a ser oportunamente convocada e, com base nos entendimentos da Comissão de Valores Mobiliários, não ensejará direito de preferência para a aquisição das ações da Innova pelos acionistas da Petrobras.
A Innova, sociedade atuante no setor petroquímico de segunda geração, fica localizada no Polo Petroquímico de Triunfo, no Rio Grande do Sul, e produz etilbenzeno, estireno e poliestireno com aplicação na indústria de eletrodomésticos (linha branca), descartáveis, elastômeros, embalagens, tintas e fibra de vidro.
A conclusão da transação está sujeita a determinadas condições precedentes usuais, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade.
2. Alienação da participação de 35%, detida pela Petrobras, no bloco BC-10, conhecido como Parque das Conchas, ao Grupo Sinochem, pelo valor de US$ 1,54 bilhão.
O Bloco BC-10 está localizado na Bacia de Campos, a cerca de 100 km do litoral sul do Espírito Santo, e tem como sócios a Shell, operadora com 50% de participação, e a ONGC, com 15%. Estes parceiros possuem direito de preferência e poderão exercê-lo no prazo de até 30 dias após a notificação.
A conclusão da transação está sujeita a determinadas condições precedentes usuais, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade, da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis – ANP e da National Development and Reform Commission da China – NDRC.
3. Assinatura de contratos de farm-out no valor de US$ 185 milhões, referentes à totalidade da participação da Petrobras nos blocos MC 613 (Coulomb), GB 244 (Cottonwood) e EW 910, todos em produção e localizados no Golfo do México, Estados Unidos.
A Petrobras possui 33% de participação no campo de Coulomb, sendo os demais 67% detidos pela operadora, Shell. Este campo está localizado no bloco Mississipi Canyon 613 (MC 613), a cerca de 130 km da costa do Estado de Louisiana.
No campo de Cottonwood, localizado no bloco Garden Banks 244 (GB 244), a cerca de 220 km da costa do Estado do Texas, a Petrobras possui 100% de participação.
No ativo EW910, a Petrobras possui 60% de participação, sendo os 40% restantes detidos pela W&T Offshore, que é a operadora.
A efetivação da transação está sujeita ao exercício do direito de preferência de terceiros e à aprovação pelo Bureau of Ocean Energy Management – BOEM.
4. Assinatura do contrato de compra e venda de 20% do capital votante da Companhia Energética Potiguar (CEP), com seu acionista controlador, Global Participações em Energia S.A, pelo valor total
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de R$ 38 milhões (aproximadamente US$ 16 milhões1), a ser ajustado de acordo com condições previstas no contrato.
A CEP é responsável pela implantação, desenvolvimento e exploração das usinas termoelétricas Potiguar e Potiguar III, localizadas em Macaíba, Rio Grande do Norte, além da comercialização da energia gerada, sob a forma de Produtor Independente de Energia Elétrica (PIEE), e da transmissão de energia elétrica. As duas usinas, movidas a óleo diesel, têm potência total instalada de 119,5 MW e estão em operação desde 2009.
A conclusão da transação está sujeita a determinadas condições precedentes usuais, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade. A transação será, ainda, devidamente comunicada à Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL.
Estas operações representam um passo importante para a Petrobras, no âmbito do seu Programa de Desinvestimentos (Prodesin), previsto no Plano de Negócios e Gestão 2013-2017.
1 – Conversão ao câmbio PTAX do dia 15/08/2013 (R$ 2,34)
Fonte: Gerência de Imprensa/Comunicação Institucional da Petrobras


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PETROLEIRAS GASTAM MAIS E ENCONTRAM MENOS PETRÓLEO

Grandes petroleiras que viram sua receita encolher no segundo trimestre em relação ao mesmo período em 2012, como ExxonMobil, Chevron, Royal Dutch Shell, BP e Total, estão sendo abandonadas por investidores atraídos por rivais menores e ágeis.
O principal motivo são os custos crescentes em troca de retornos cada vez menores, apesar de o preço do barril estar acima de US$ 100 -em todos esses casos, exceto no da Total, a produção de petróleo e gás caiu a despeito do maior investimento de capital.
“Para essas empresas, ampliar volumes é um desafio, mesmo com o petróleo em alta”, diz Dan Pickering, co-presidente da Tudor Pickering Holt & Co. “Enquanto as empresas independentes crescem 30% ao ano, as grandes lutam para não cair.”
As cinco grandes do petróleo apresentam desempenho 15% inferior ao do índice de ações S&P 500 da Bolsa de Nova York neste ano.
Os motivos que pesaram contra cada empresa diferem, mas há um tema comum entre elas: para explorar fronteiras mais distantes e desafiadoras em termos técnicos, como as areais oleaginosas do Canadá e o pré-sal no Brasil e em campos offshore no Ártico, foi preciso elevar os investimentos de capital.
Em muitos casos, o fluxo de caixa tornou-se insuficiente para, simultaneamente, bancar o aumento e pagar os dividendos aos acionistas.
E os acionistas, embora diante de certa “fartura” petroleira após anos de barreiras no Oriente Médio e a mercê de governos nacionalistas em outros polos produtores, se ressentiram.
Algumas companhias captaram o recado. Outras estão recebendo uma mensagem diferente, a de que os investidores já não esperam que elas busquem elevar sua produção se tiverem de pagar demais para atingir essa meta.
A despeito desse abandono da busca do crescimento puro e simples, porém, o aumento no investimento deve frutificar. Segundo a consultoria de energia Wood Mackenzie, a produção de petróleo das grandes petroleira deve crescer 3% ao ano até 2020.
Fonte: Financial Times


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ENERGIA SOLAR – Geração solar ainda busca espaço.

Em um ano que será marcado pelo retorno do carvão mineral aos leilões de energia no país, excluído das concorrências desde 2008, a matriz solar tem tudo para fracassar na sua estreia em uma licitação, marcada para outubro. O próprio governo admite não ter expectativas. O cenário é lamentado por 11 empresas dispostas a desenvolver projetos solares de grande porte, que se mobilizaram para atuar nos bastidores da política energética.
Essas empresas estão pleiteando, no Ministério de Minas e Energia, a permissão para incluir projetos solares no leilão de energia A-5, de empreendimentos para entrega em cinco anos, desde que o preço-teto seja de R$ 165 por megawatt-hora. No entanto, o governo incluiu a matriz no leilão A-3 (para entrega em três anos), de 25 de outubro, em condições consideradas desfavoráveis pelas companhias e pelo próprio governo.
O grupo (formado por Renova, Bioenergy, Dupont, Engevix, Solyes, Tecnometal, Yingli, Solatio, EC13, Enel e Fotowatio) já enviou duas cartas ao MME, a última neste mês, com o apoio da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine) e da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen). Como já não conseguiram a inclusão no A-5 de 29 agosto, insistem para entrar no de 13 de dezembro.
Com base em um estudo contratado com a consultoria PSR, as empresas defendem que, em cinco anos, com projetos já contratados, seria possível estimular a queda de preços. “Colocar a energia solar no A-3 não vai viabilizar a matriz”, afirmou Rafael Kelman, consultor da PSR.
Ao Valor, Altino Ventura, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, disse que a solar não tem vocação para A-5, porque os projetos podem ser realizados em menos tempo. Para o secretário, há risco das obras serem atrasadas. O secretário teme ainda que os preços não caiam como o previsto. “No ministério nunca se trabalhou com um leilão onde se faz a concorrência dentro de uma expectativa de que o preço da usina vai reduzir”, declarou.
Hoje, segundo Ventura, estimativas de mercado indicam que o custo da solar está perto de R$ 250 por MWh. “Ela [a solar] está de fato atravessando uma redução muito grande [de preços]. Há alguns anos era na faixa de R$ 500”, ponderou Ventura. “[Com a inclusão no A-3] o que estamos fazendo é uma primeira experiência, para saber qual será o resultado”, explicou Ventura. Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), disse que, a partir da inscrição de projetos no leilão, o governo poderá ter informações mais precisas sobre o interesse das empresas no setor. “A eólica começou assim”, afirmou Tolmasquim.
Devido ao cenário pouco competitivo, Kelman afirmou que poucas empresas devem inscrever projetos, pois pode não ser proveitoso arcar com custos sem chances de vencer. “Este mapeamento [de informações] pode não ser atingido”, afirmou.
Eduardo Serra, presidente da Solyes, está considerando a possibilidade de entrar no A-3. “Mas não é prioridade absoluta”, afirmou. Ele se queixa do governo não ter aberto o A-5 para os investidores solares. “Proibir de entrar em um leilão onde se pode contratar, certamente não é uma ação para promover a fotovoltaica”, declarou. Ele diz acreditar que o Brasil está na contramão dos países desenvolvidos, que estimulam cada vez mais as energias renováveis. “Nós estamos fazendo o oposto. Coibimos a fotovoltaica e asseguramos o carvão”. O carvão havia sido rejeitado pelo Brasil, quando se preparava para apresentar propostas de redução de CO² na reunião da ONU sobre clima de Copenhangen, em 2009, e agora retorna aos leilões.
Ventura, assim como Tolmasquim, disse que quando a eólica começou a ser introduzida nos leilões, foi da mesma forma. No entanto, acredita que as condições para a solar não são as mesmas. “A
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questão do contexto da eólica naquela ocasião é totalmente diferente da fotovoltaica hoje. A eólica já tinha sinais de preços muito melhores, próximos das opções que tínhamos”.
O Grupo Setorial de Sistemas Fotovoltaicos da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), estima que até o fim de 2012 o Brasil tinha capacidade instalada solar fotovoltaica conectada à rede de distribuição de 3,5 MW, incluindo projetos da MPX e da CPFL Energia.
Apesar do cenário, algumas empresas fornecedoras do segmento solar já começam a apostar no país, como a chinesa Yingli Solar, uma das maiores de painéis fotovoltaicos do mundo.
Fonte: Valor Econômico


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GAZPROM AUMENTA EXPORTAÇÃO DE GÁS PARA A EUROPA

Alemanha é o maior comprador do combustível russo no continente.
O fornecimento de gás natural da Gazprom para a Europa ocidental registrou alta no primeiro semestre deste ano. De 54,87 bilhões de metros cúbicos em 2012, passou a 62,06 bilhões de janeiro a julho de 2013. Especificamente para a Itália, as exportações atingiram o patamar de 13,1 bilhões de metros cúbicos na primeira metade de 2013, contra 6,62 bilhões no mesmo período do ano passado. Em 2012, a empresa russa forneceu aos italianos 15,1 bilhões de metros cúbicos de gás e, no ano anterior, 17 bilhões.
A Alemanha permanece como o maior importador do combustível no continente. Na primeira metade do ano, os alemães compraram da Rússia 18,49 bilhões de metros cúbicos de gás, crescimento de 1,36 bilhões no volume comparado ao mesmo período de 2012.
Fonte: Diário da Rússia


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“LUZ ENGARRAFADA”

 
Da BBC Brasil

Brasileiro inventor de ‘luz engarrafada’ tem ideia espalhada pelo mundo

Gibby Zobel

Alfredo Moser | Foto/Montagem: BBC

Criador e criatura: Moser criou a lâmpada durante a série de apagões que o Brasil enfrentou em 2002

Alfredo Moser poderia ser considerado um Thomas Edison dos dias de hoje, já que sua invenção também está iluminando o mundo.

Em 2002, o mecânico da cidade mineira de Uberaba, que fica a 475 km da capital Belo Horizonte, teve o seu próprio momento de ‘eureka’ quando encontrou a solução para iluminar a própria casa num dia de corte de energia.

Para isso, ele utilizou nada mais do que garrafas plásticas pet com água e uma pequena quantidade de cloro.

Nos últimos dois anos, sua ideia já alcançou diversas partes do mundo e deve atingir a marca de 1 milhão de casas utilizando a ‘luz engarrafada’.

Mas afinal, como a invenção funciona? A reposta é simples: pela refração da luz do sol numa garrafa de dois litros cheia d’água.

“Adicione duas tampas de cloro à água da garrafa para evitar que ela se torne verde (por causa da proliferação de algas). Quanto mais limpa a garrafa, melhor”, explica Moser.

Moser protege o nariz e a boca com um pedaço de pano antes de fazer o buraco na telha com uma furadeira. De cima para baixo, ele então encaixa a garrafa cheia d’água.

“Você deve prender as garrafas com cola de resina para evitar vazamentos. Mesmo se chover, o telhado nunca vaza, nem uma gota”, diz o inventor.

Outro detalhe é que a lâmpada funciona melhor se a tampa for encapada com fita preta.

 BBC

A ideia de Moser já é utilizada em mais de 15 países onde energia é escassa

“Um engenheiro veio e mediu a luz. Isso depende de quão forte é o sol, mas é entre 40 e 60 watts”, afirma Moser.

Apagões

A inspiração para a “lâmpada de Moser” veio durante um período de frequentes apagões de energia que o país enfrentou em 2002. “O único lugar que tinha energia eram as fábricas, não as casas das pessoas”, relembra.

Moser e seus amigos começaram a imaginar como fariam um sinal de alarme, no caso de uma emergência, caso não tivessem fósforos.

O chefe do inventor sugeriu na época utilizar uma garrafa de plástico cheia de água como lente para refletir a luz do sol em um monte de mato seco e assim provocar fogo.

A ideia ficou na mente de Moser que então começou a experimentar encher garrafas para fazer pequenos círculos de luz refletida.

Não demorou muito para que ele tivesse a ideia da lâmpada.

Quanto gasta de energia?

  • As lâmpadas feitas com as garrafas plásticas não necessitam de energia para serem produzidas, já que o material pode ser coletado e reaproveitado pelos moradores da própria comunidade.
  • A ‘pegada de carbono’ – unidade que mede o quanto de CO2 é dispensado na atmosfera para se produzir algo – de uma lâmpada incandescente é 0,42kg de CO2.
  • Uma lâmpada de 50 watts, ligada por 14 horas por dia, por um ano, tem ‘pegada de carbono’ de quase 200kg de CO2.
  • As lâmpadas de Moser também não emitem CO2 quando ‘ligadas’.

 

Fonte: ONU

“Eu nunca fiz desenho algum da ideia”.

“Essa é uma luz divina. Deus deu o sol para todos e luz para todos. Qualquer pessoa que usar essa luz economiza dinheiro. Você não leva choque e essa luz não lhe custa nem um centavo”, ressalta Moser.

Pelo mundo

O inventor já instalou as garrafas de luz na casa de vizinhos e até no supermercado do bairro.

Ainda que ele ganhe apenas alguns reais instalando as lâmpadas, é possível ver pela casa simples e pelo carro modelo 1974 que a invenção não o deixou rico. Apesar disso, Moser aparenta ter orgulho da própria ideia.

“Uma pessoa que eu conheço instalou as lâmpadas em casa e dentro de um mês economizou dinheiro suficiente para comprar itens essenciais para o filho que tinha acabado de nascer. Você pode imaginar?”, comemora Moser.

Carmelinda, a esposa de Moser por 35 anos, diz que o marido sempre foi muito bom para fazer coisas em casa, até mesmo para construir camas e mesas de madeira de qualidade.

Mas parece que ela não é a única que admira o marido inventor.

Illac Angelo Diaz, diretor executivo da fundação de caridade MyShelter, nas Filipinas, parece ser outro fã.

 BBC

Moser afirma que a lâmpada funciona melhor se a boca for coberta por fita preta

A instituição MyShelter se especializou em construção alternativa, criando casas sustentáveis feitas de material reciclado, como bambu, pneus e papel.

Para levar à frente um dos projetos do MyShelter, com casas feitas totalmente com material reciclado, Diaz disse ter recebido “quantidades enormes de garrafas”.

“Nós enchemos as garrafas com barro para criamos as paredes. Depois enchemos garrafas com água para fazermos as janelas”, conta.

“Quando estávamos pensando em mais coisas para o projeto, alguém disse: ‘Olha, alguém fez isso no Brasil. Alfredo Moser está colocando garrafas nos telhados'”, relembra Diaz.

Seguindo o método de Moser, a entidade MyShelter começou a fazer lâmpadas em junho de 2011. A entidade agora treina pessoas para fazer e instalar as garrafas e assim ganharem uma pequena renda.

Nas Filipinas, onde um quarto da população vive abaixo da linha da pobreza (de acordo com a ONU, com menos de US$ 1 por dia) e a eletricidade é muito cara, a ideia deu tão certo, que as lâmpadas de Moser foram instaladas em 140 mil casas.

As luzes ‘engarrafadas’ também chegaram a outros 15 países, dentre eles Índia, Bangladesh, Tanzânia, Argentina e Fiji.

Diaz disse que atualmente pode-se encontrar as lâmadas de Moser e comunidades vivendo em ilhas remotas. “Eles afirmam que eles viram isso (a lâmpada) na casa do vizinho e gostaram da idéia”.

Pessoas em áreas pobres também são capazes de produzir alimentos em pequenas hortas hidropônicas, utilizando a luz das garrafas para favorecer o crescimento das plantas.

“Alfredo Moser mudou a vida de um enorme número de pessoas, acredito que para sempre”

Illac Angelo Diaz, diretor executivo da fundação de caridade MyShelter nas Filipinas

Diaz estima que pelo menos um milhão de pessoas irão se beneficiar da ideia até o começo do próximo ano.

“Alfredo Moser mudou a vida de um enorme número de pessoas, acredito que para sempre”, enfatiza o representante do MyShelter.

“Ganhando ou não o prêmio Nobel, nós queremos que ele saiba que um grande número de pessoas admiram o que ele está fazendo”.

Mas será que Moser imagina que sua invenção ganharia tamanho impacto?

“Eu nunca imaginei isso, não”, diz Moser emocionado.

“Me dá um calafrio no estômago só de pensar nisso”.


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O PAI DO “FRACKING”

 

Poucas pessoas fizeram tanto pelo mundo como George Mitchell

Morreu em 26 de julho, passou décadas aperfeiçoando técnicas para liberar imensas reservas de petróleo e gás aprisionadas em rochas de xisto localizadas nas profundezas do planeta. Ele injetou fluidos de alta pressão no solo para fraturar a rocha e criar veredas pelas quais o petróleo e o gás aprisionados para aumentar a produtividade de um reservatório (perfuração horizontal). O resultado, uma técnica conhecida como ‘fracking’, foi revolucionário.

Em uma entrevista com a Economist no ano passado, Mitchell afirmou que nunca duvidara da capacidade do ‘fracking’ de virar o mercado de energia americano de ponta cabeça. Mas até mesmo ele se surpreendeu com a rapidez da mudança. Jazidas de xisto hoje em dia produzem mais de um quarto do gás natural dos EUA, comparado a apenas 1% em 2000. Os EUA estão em vias de se tornar um exportador de gás em termos líquidos. Os “petroestados” tradicionais como Arábia Saudita e Rússia estão perdendo poder de barganha.

 Texto da revista Economist


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DIAS CONTADOS? O tempo das empresas privadas de petróleo está chegando ao fim?

 

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Hoje em dia, 90% das reservas de petróleo está sob o controle de empresas estatais (Reprodução/Internet)
Dias contados?

Empresas privadas de petróleo estão perdendo espaço para as estatais

Nos anos 50, sete grandes empresas privadas (BP, Esso, Gulf Oil, Mobil, Royal Dutch Shell, SoCal e Texaco) controlavam 85% das reservas de petróleo mundiais. Hoje em dia 90% das reservas está sob o controle de empresas de petróleo estatais (EPEs), as quais pertencem, pelo menos em parte, aos governos dos países que possuem o petróleo em questão. No passado as EPEs dependiam do conhecimento tecnológico, habilidades de gestão de projeto e alcance global das grandes empresas internacionais de petróleo para produzir, refinar e vender o seu produto. Hoje em dia cada vez mais ENEs conseguem fazer essas coisas sem o auxílio de suas congêneres privadas.

Isso quer dizer que as grandes empresas privadas dependem cada vez mais de petróleo que é difícil de ser extraído: seja devido à geologia (petróleo armazenado nas profundezas do oceano e distante de qualquer costa); ou devido à composição química (petróleo misturado em areia betuminosa, etc); ou devido à política (petróleo em países com os quais o diálogo é difícil). O seu tamanho, know-how e experiência são úteis para as empresas nesses casos. Mas elas estão gastando cada vez mais dinheiro para gerar uma parcela cada vez menor da produção mundial total. Isso funciona até o momento que o mundo continue a demandar mais e mais petróleo. Mas e se esse não for mais o caso?

Caso os níveis da demanda se estabilizem e os preços comecem a cair, as empresas que extraem petróleo ao seu custo máximo sofrerão por que cessará o fornecimento de petróleo barato. Metade do gasto de capital de longo prazo das grandes empresas hoje em dia é dedicada aos poços de petróleo inconvenientes em termos de custo ou de águas profundas.

Texto da revista Economist editado para o Opinião e Notícia


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PETRÓLEO – Nova descoberta na área do pré-sal.

Do Fatos e Dados

Descoberta de petróleo no pré-sal da Bacia de Santos

Confira nosso comunicado oficial sobre a descoberta de nova acumulação de petróleo no pré-sal da Bacia de Santos:

A Petrobras comprovou a ocorrência de petróleo no poço 3-SPS-101 (3-BRSA-1179-SPS), localizado na área do Plano de Avaliação da Descoberta de Carioca, no bloco BM-S-9, no pré-sal da bacia de Santos. O poço, informalmente denominado de Iguaçu Mirim, está localizado a 303 km do litoral do estado de São Paulo, 34 km a sul do poço descobridor (1-SPS-50 – Carioca) e a 9 km a sul do poço Iguaçu (4-BRSA-709-SPS), em profundidade de água de 2.158m.

Esta nova descoberta foi comprovada com amostragens de óleo de cerca de 20 graus API, por teste a cabo, em reservatórios carbonáticos do pré-sal a partir de 4.850 metros de profundidade.

O Consórcio BM-S-9 é operado pela Petrobras (45%) em parceria com a BG EΠBrasil (30%) e Repsol Sinopec Brasil (25%). O prazo para a Declaração de Comercialidade é 31 de dezembro de 2013.